Confirmam que os países empobrecidos e as classes baixas padecerám mais intensamente o aquecimento global

10 de Abril de 2007

Também a mudança climática e o desastre ecológico que a acompanha confirmam a actualidade da sociedade de classes e da divisom internacional entre a minoria de estados opulentos e a maioria de países empobrecidos.

Um encontro de especialistas de mais de cem estados, reunidos sob a égide da ONU em Bruxelas, debatêrom nos últimos dias a incidência do já verificável aquecimento global em curso, avaliando o impacto que está a ter e terá no meio natural e nas sociedades humanas.

A conclusom, quanto à incidência socialmente desigual das mudanças climáticas, foi clara, e assim o exprimiu Rajendra Pachauri, chefe do chamado Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas, dependente da ONU: "serám mais os pobres dentre os pobres do mundo -incluindo as pessoas mais necessitadas das sociedades prósperas- que sofrerám mais".

Capitalismo destrutivo e irreflectido

EUA, China, Rússia e a Arábia Saudita fôrom os estados que mais pressionárom para evitarem o amplo acordo dos 2.500 cientistas e as cientistas reunidas para avaliarem a verdadeira dimensom do aquecimento global. O relatório aprovado afirma que nom há dúvidas sobre a responsabilidade das actividades humanas (a partir do surgimento do capitalismo na sua fase industrial) numha agressom ao ambiente sem precedentes na história da humanidade.

A desertificaçom, as secas, os desgelos e a elevaçom do nível dos mares som efeitos imparáveis da tragédia ambiental provocada polo capitalismo, que deixará bilions de pessoas sem acesso ou com graves carências água potável e obrigará os países mais empobrecidos a gastar enormes quantidades de dinheiro (até 10% do Produto Interno Bruto no caso dos estados africanos mais empobrecidos) em diminuirem a incidência da subida das temperaturas.

As maiores potências capitalistas actuais: EUA e China, som os maiores emissores de gases de efeito estufa, e também as mais firmemente opostas a deterem as suas agressons, rejeitando as conclusons científicas apesar de serem já umha evidência do presente e nom só umha possibilidade futura. No entanto, nem sequer as potências de discurso mais "avançado", como a Uniom Europeia, passam de discursos vácuos, carentes de medidas firmes, para enfrentarem umha ameaça real à vida tal e como hoje a conhecemos no planeta.

Estamos, sem dúvida, perante umha mostra mais do que evidente da inviabilidade do sistema capitalista e o seu intrínseco carácter destrutivo. Só a sua superaçom através da implantaçom internacional do socialismo poderá dar algumha hipótese de sobrevivência futura à nossa espécie.

 

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