NÓS-UP debateu com o PP e IU sobre autonomismo e soberania

5 de Março de 2007

Finalmente, houvo debate político em Cúntis. A mais de meia centena de pessoas assistentes, tivo ocasiom de ver pola primeira vez dirigentes de NÓS-UP (Maurício Castro) e PP (Jesús Palmou) num confronto dialéctico público. Ao insólito encontro assistiu também um dirigente de Izquierda Unida, mas nom o PSOE nem o BNG, nem as outras duas formaçons convidadas: o PG e a FPG.

Entre as ausências mais notórias, a do BNG, que em princípio confirmara que iria estar no debate, e posteriormente comunicou literalmente que "o BNG nom debate com forças extra-parlamentares". A soberba do Bloque, que aplica a mesma receita de veto e censura que lhe foi aplicada a ele próprio no passado durante anos, nom evitou que a vizinhança de Cúntis pudesse presenciar a troca de impressons entre os projectos antagónicos do PP e NÓS-UP, além de conhecer as posiçons pró-autonomistas de IU sobre a questom.

Segundo informa NÓS-UP no seu web, o integrante da sua Direcçom Nacional, Maurício Castro, expujo a necessidade de ser reconhecido ao nosso povo o direito a decidir "sem entraves alheios", e pujo exemplos claros do fracasso histórico do projecto autonomista imposto à Galiza a partir de 1981, como a falta de convergência na renda das galegas e galegos assalariados com a média do Estado e da UE. Criticou o fetichismo do consenso como inimigo da pluralidade, fazendo mençom dos acordos assinados nos últimos anos polas três forças parlamentares em matéria lingüística.

Entre os pontos nom negociáveis para umha verdadeira reforma do estatuto jurídico-político centrada nos interesses da Galiza como naçom, Maurício Castro referiu a necessidade de um quadro galego de relaçons laborais, a participaçom social na definiçom do nosso futuro como povo e a garantia de que o galego se converta em língua principal, rompendo com a ideologia bilingüista que guia a actuaçom das forças institucionais. Também fijo um questionamento claro da Constituiçom espanhola de 1978, polos seus graves défices democráticos.

O dirigente do PP Jesus Palmou defendeu a unidade de Espanha e a Constituiçom monárquica, ao tempo que avaliou positivamente os 25 anos de autonomismo, apesar de reconhecer o recuo nos usos do galego, que reduziu a umha questom de mera "liberdade individual". Situou o grau de acordo entre as três formaçons representadas no Parlamento autonómico em 85%, e mostrou-se contrário ao reconhecimento do direito de autodeterminaçom para o nosso povo.

O representante de IU, Fernando Ramos, restou importáncia ao debate nacional, chegando a apontar que os direitos nacionais dos povos "estám superados", situando como objectivo superior a "unidade obreira a nível internacional". Nom considerou, no entanto, superada a estrutura estatal espanhola, limitando-se a considerar conveniente a sua reforma "federativa". Quanto à língua, e falando da preocupante situaçom do galego no ensino, considerou mais importante "os conteúdos que se transmitem" do que o idioma em que som transmitidos.

Em definitivo, o debate de Cúntis, organizado pola associaçom cultural O Fervedoiro, serviu nom só para contrastar projectos políticos verdadeiramente antagónicos, mas para comprovar o modelo de actuaçom política das forças que componhem o actual Governo autonómico. PSOE e BNG preferem evitar o contacto aberto e público com a verdadeira oposiçom às políticas autonomistas cozinhadas num Parlamento esvaziado de qualquer capacidade soberana.

 

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