Preso basco em greve de fame confirma que vai continuar a luita

1 de Fevereiro de 2007

Um grupo de artistas bascos visitou ontem o preso basco Iñaki de Juana Chao, em greve de fame há mais de 85 dias, como parte do importante movimento social existente no País Basco para exigir a liberdade do preso, condenado por um delito de opiniom a 12 anos de cadeia.

À saída do hospital madrileno em que está internado, os e as artistas transmitírom a firme determinaçom manifestada por Iñaki de Juana para manter a sua luita "até voltar livre a Euskal Herria". Apesar dos seus actuais 55 quilos, o prisioneiro afirmou sentir-se "muito forte" e dixo que a sua decisom de manter a luita "já foi tomada".

Violência institucional

De Juana denunciou a violência "física e psicológica" de que é alvo, para forçar a sua alimentaçom. É amarrado de pés e maos à cama para lhe injectar alimentícios soros através de umha sonda, desprezando a vontade expressa do independentista basco, que afirma nom sentir-se nem dono do próprio corpo.

À espera de que o Supremo Tribunal espanhol decida nos próximos dias sobre o recurso contra a condena a 12 anos e meio por ter escrito dous artigos de opiniom para o jornal basco Gara, Iñaki de Juana, que já botou 20 anos em prisons espanholas e deveria ter ficado livre há dous anos, acha que a situaçom que padece nom é apenas uma ataque contra ele, mas "contra toda a cidadania".

Fascistas do PP acham engraçado

Entretanto, umha reclamaçom colectiva do público num pleno da Cámara Municipal de Donóstia foi contestada por umha exaltada dirigente do PP, María José Usandizaga, pertencente a umha conhecida família franquista basca. No momento em que a polícia expulsava a vizinhança que protestava pola situaçom de Iñaki de Juana, a referida dirigente do PP e porta-voz na Cámara de Sam Sebastiám, gritou: "que levem uns bolinhos de pam para esse morto de fame!".

Imprescindível solidariedade

É claro que, pola nossa parte, queremos manifestar mais umha vez a solidariedade das e dos comunistas galegos com a causa de Iñaki de Juana e do conjunto do colectivo de presos e presas políticas, considerando que a vingança aplicada neste caso deve ser interpretada como desumana puniçom exemplarizante contra toda a dissidência por parte do Estado espanhol.

Somamo-nos, portanto, ao grande número de pessoas e entidades que a nível internacional reclamam a imediata liberdade de Iñaki de Juana Chaos, sendo responsabilidade do actual Governo espanhol um possível desfecho trágico da digna luita que o preso basco mantém.

 

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