Lei de emergências: outro serviço público caminho da privatizaçom

10 de Fevereiro de 2007

O continuísmo da actual Administraçom autonómica em relaçom à etapa do PP é cada vez mais contundente. A orientaçom da política do Governo bipartido em relaçom aos serviços públicos está a ser um dos ámbitos em que mais claramente se vê esse continuísmo: privatizaçons, arbitrariedades e fugida ao controlo democrático da gestom desses serviços.

Assim, a implantaçom de fundaçons privadas na área sanitária por parte do Partido Popular, tam criticada na altura polo PSOE e, sobretodo, polo BNG, está a achar continuidade nesta legislatura com a criaçom de entidades semelhantes, ao serviço da privatizaçom de serviços públicos fundamentais. É o caso de SOGASERSO (Sociedade Galega de Serviços Sociais), promovida por parte da Vice-Presidência em colaboraçom com Caixa Nova e Caixa Galicia, que deixa em maos privadas a gestom de serviços sociais que corresponde gerir às instituiçons públicas, como a habilitaçom de residências para a terceira idade.

Tam escandaloso como isso é a continuidade do modelo TRAGSA na resposta aos incêndios, com a escusa da sua suposta "profissionalizaçom". Assim, as conselharias do Meio Rural e Economia criárom a Empresa Pública de Serviços Agrários Galegos S. A, que contrata pessoal à margem dos cauces ordinários de acesso aos empregos públicos, permitindo a sobrevivência das práticas de nepotismo e a arbitrariedade disfarçados de "agilizaçom" das contrataçons, que o PP pugera em andamento.

Nestes dias temos conhecimento da imposiçom da nova Lei de Emergências da Galiza, que novamente pom em maos privadas a resposta a situaçons de emergência como no seu dia foi o Prestige, ou mais recentemente as inundaçons. A precarizaçom laboral das pessoas empregadas nesses serviços está servida pola nova lei, que renuncia à criaçom de umha verdadeira profissionalizaçom com garantias dos grupos profissionais afectados pola luita contra as emergências (bombeiros, salvamento, protecçom civil, etc), como já denunciárom os sindicatos do sector.

Para o próximo dia 14, quarta-feira, foi convocada umha manifestaçom em Compostela para protestar contra a Lei de Emergências do Governo bipartido.

 

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Anxo Quintana, acompanhado de José Luís Mendes (capo de Caixa Galicia), e Julio Fernandes Galhoso (de Caixa Nova) no dia em que assinárom a construçom e gestom de geriátricos por parte dessas duas "oenegês"