Ferroatlántica, longa tradiçom contra a segurança dos trabalhadores e trabalhadoras

17 de Janeiro de 2007

Oito mortos e quatro feridos graves é o balanço oficial das actividades da empresa de Cee contra a segurança do seu quadro de pessoal nos últimos quinze anos, o último um operário acidentado no passado 10 de Novembro, em estado vegetativo em conseqüência de um acidente laboral.

Ferroatlántica, empresa de produçons metálicas localizada na vila da Costa da Morte e propriedade do Grupo Villar Mir, significa-se polo alto índice de sinistralidade laboral, o que nom impede que as condiçons de trabalho continuem na mesma após cada novo acidente, segundo tenhem denunciado os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras.

Demétrio Sande Ramos, de 47, é último acidentado grave, ao cair-lhe na cabeça umha peça metálica despreendida do alto quando estava a soldá-la. O obreiro ficou em estado vegetativo apesar da operaçom posterior ao acidente.

Impunidade reiterada

Agora a família denunciou a empresa responsável pola sua segurança com umha queixa-crime, partindo das numerosas carências detectadas pola Inspecçom de Trabalho, que atingem às equipas de segurança individual e colectiva, além das falhas do próprio material, em ocasions irregularmente modificado, e a patente descoordenaçom empresarial em relaçom às equipas de trabalho. Tais carências, extensíveis à subcontrata Intaneria 2000 em que trabalhava o operário ferido, só supugérom duas infracçons de grau intermédio, apesar dos terríveis precedentes em sinistralidade laboral da firma.

Daí que a família de Sande Ramos decidisse apresentar a queixa-crime, lembrando como antecedentes a morte de dous trabalhadores, afogados, em 1992, um em 1997 num acidente com umha máquina pisadora, um outro em 99 por enfarte num forno, mais umha morte em 2001 por um golpe na cabeça a um trabalhador com um gancho de umha ponte-guindaste e um novo morto no ano seguinte pola queda do teito e um ferido grave golpeado pola queda de um peso num pé. Em 2004, morreu um camionista esmagado num acidente, e no ano a seguir houvo um morto e dous feridos muito graves por umha explosom num forno.

Estamos, como se vê, perante um claro exemplo da impunidade com que os empresários especulam com a segurança e a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, situando o máximo lucro e o mínimo investimento como princípio, por cima das condiçons de segurança das pessoas.

 

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