Sem escrúpulos: Estado espanhol fabrica, armazena e vende letais bombas de fragmentaçom

21 de Dezembro de 2006

A entidade ambientalista Greenpeace pujo o dedo na ferida ao denunciar o papel do Estado espanhol no palco mundial do negócio armamentístico. Por trás da fachada "pacifista" e "humanitária" que nos vendem nos meios de comunicaçom e nas campanhas de imagem, as autoridades espanholas fam negócio com algumhas das mais devastadoras armas de guerra: as bombas de fragmentaçom.

Segundo a campanha de Greenpeace em defesa do desarmamento dos Estados, as bombas de fragmentaçom fabricadas em empresas como Expal Explosivos, Instalaza SA, Santa Bárbara ou Internacional Technologya SA, som vendidas a exércitos genocidas como o de Israel, que no passado Verao as utilizou indiscriminadamente contra a populaçom civil no Líbano, fazendo centenas de vítimas mortais.

As bombas de fragmentaçom caracterizam-se pola sua enorme margem de erro no impacto, e polo seu grande poder destrutivo. Calcula-se que 98% das vítimas desses terríveis engenhos de guerra som civis, nomeadamente crianças. As que, depois do impacto, ficam sem detonar, tenhem um aspecto atraente, com cores vivas, sobretodo para meninhos e meninhas, provocando mortes e mutilaçons com muita posterioridade, incluso anos, aos ataques.

O Estado espanhol, potência no comércio da morte

O Estado espanhol, de maneira "discreta" e ocultando dados, reconhece no entanto contar com arsenais dessas armas, fabricar dous modelos (um de própria colheita e outro importado dos EUA) e vendê-los para a sua utilizaçom em países como o Líbano ou o Afeganistám, onde a populaçom civil tem sido massacrada polo uso de bombas de fragmentaçom lançadas por Israel e os EUA.

Assim funciona a "chuva de aceiro"

Greenpeace explica na sua campanha informativa que as bombas de fragmentaçom som formadas por um "contentor" que pode ser lançado de avions, de terra ou de barcos, abrindo-se durante a trajectória anterior ao impacto, expulsando várias dezenas ou centenas de submuniçons do tamanho de umha lata de refrigerante. Na teoria, explodem ao impactarem no chao, mas na realidade isso nom chega a acontecer em 30% dos casos. Daí que os artefactos que nom rebentam fiquem convertidos em armadilhas mortais, principalmente para as crianças.

Iraque foi palco de umha autêntica exibiçom dos efeitos devastadores das bombas de fragmentaçom contra a populaçom civil

Essas bombas tenhem sido usadas já em 23 conflitos armados no mundo, e estima-se em 100.000 o número de vítimas mortais provocadas directamente por elas. Um exemplo do seu poder de extermínio no tempo é o caso de Laos, na Ásia, onde 30 anos depois do fim da guerra, continuam a morrer três pessoas por mês devido à explosom de submuniçons ocultas no território.

Iraque, Afeganistám e Líbano, últimos cenários do selvagismo "democrático"

No Iraque e no Afeganistám, os EUA tenhem combinado nos últimos anos o lançamento de mantimentos, medicinas e bombas de fragmentaçom, fazendo incontáveis vítimas na populaçom deslocada pola guerra, dada a similar aparência dos pacotes de comida, medicinas e as próprias bombas. Também no Líbano o exército sionista empregou indiscriminadamente as bombas de fragmentaçom contra as cidades e o povo indefeso no passado mês de Agosto.

Greenpeace reclama a proibiçom imediata do uso dessas armas que tantos lucros dá ao negócio bélico espanhol, e pom como exemplo a proibiçom aprovada na Bélgica para o fabrico desses engenhos mortais e mesmo para o seu armazenamento e venda no território. Também a Noruega anunciou umha iniciativa para reclamar um tratado internacional que proíba as bombas de fragmentaçom.

Entretanto, o Governo espanhol mantém silêncio cúmplice com as empresas que continuam a fazer caixa à conta dos assassinatos em massa de inocentes, enquanto continua a vender-nos o seu "compromisso com a paz e os direitos humanos".

 

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Pormenor de umha das submuniçons que formam cada bomba de fragmentaçom, especialidade das fábricas de armas espanholas