Reganosa: bomba-relógio em período de provas

10 de Maio de 2007

Umha das características do projecto de Reganosa em plena ria de Ferrol é a cobertura quase unánime dos meios de comunicaçom, que combinam a inserçom milionária de publicidades da empresa com a orientaçom "informativa" favorável aos irracionais planos da mesma. Um bom exemplo da funçom dos media no "democrático" sistema de capitalismo "avançado" que vivemos.

Unicamente algumha personalidade de projecçom internacional pode de quando em quando advertir sobre os riscos sérios da planta de gás no coraçom da ria de Ferrol. Foi o caso de Ignacio Ramonet no El País no passado dia 2, num artigo intitulado Ria de Ferrol, Perigo! (escrito em espanhol), em que relatava os precedentes internacionais de acidentes graves em plantas semelhantes e comentava as especiais condiçons de risco existentes na ria trasanquesa.

Outra excepçom que merece ser referida é o diário electrónico galego Vieiros, que hoje mesmo publica umha informaçom sob a manchete "O gás chega a Reganosa sem plano de emergências face a acidentes", em que adverte que a planta está a funcionar já em período de provas sem existir nengum protocolo ou preparaçom para eventuais acidentes.

Há que lembrar que durante as obras houvo já um incêndio de certa gravidade, que colocou a possibilidade de acontecer algo parecido em plena actividade. Vieiros expom agora a opiniom de trabalhadores do sector das emergências, que situam a regasificadora de Mugardos como "umha das piores ameaças para a vida que existem na Europa".

A bomba-relógio foi activada, e é o momento de sublinhar as responsabilidades políticas que colocam a vida de dezenas de milhares de pessoas em risco: som os três principais partidos institucionais, PP, PSOE e BNG, que tenhem defendido desde o início o projecto, de maos dadas com as principais entidades financeiras da Galiza e multinacionais como Endesa e Fenosa, todas elas parceiras junto à Junta na configuraçom de Reganosa.

No caso do PP e do BNG; tenhem inclusive reclamado que a capacidade dos depósitos seja duplicada, enquanto o PSOE fica também para a história como responsável da repressom directa contra o movimento popular oposto à ameaça à segurança colectiva que a planta representa. O próprio presidente da Junta, Peres Tourinho, apoiou essa repressom e a posta em andamento da actividade criminosa da planta de gás.

Com semelhantes políticos no comando do nosso país, nom há dúvida que a organizaçom e a luita popular deve continuar. A exemplar luita de um diversificado movimento social trasanquês contra Reganosa deve continuar. Por pura necessidade de sobrevivência. Por pura e legítima auto-defesa.

 

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