Resposta repressiva militar à exemplar luita popular contra Reganosa
29 de Maio de 2007
As instituiçons públicas espanholas sobem a fasquia da actuaçom repressiva com o envolvimento directo, segundo fontes do Comité Cidadao de Emergência, de um rebocador militar da força naval espanhola, contra a mobilizaçom popular que finalmente evitou a entrada de um novo barco carregado de gás com destino a Reganosa.
A gravidade dos factos repressivos de hoje, incluindo umha pessoa detida e várias feridas pola violenta carga policial no porto de Corujeiras (Ferrol), exige já mais do que umha explicaçom oficial, um apuramento de responsabilidades, nomeadamente a imediata demissom do delegado do Governo espanhol na Galiza, o repressor reincidente Manuel Ameixeiras.
Exemplar luita popular
O movimento popular trasanquês continua a dar mostras de dignidade em defesa do direito à segurança das pessoas e à protecçom do meio natural, bloqueando a entrada do segundo gaseiro que pretendeu hoje chegar a Mugardos para descarregar gás liquado na central de Reganosa.
Às 16 horas de hoje, dúzias de embarcaçons levadas por trabalhadores do mar barrárom a passagem ao "Mourad Didouche", barco de grandes dimensons (274,4 metros de comprimento) carregado com gás, apoiado do ar por um helicótero e no mar por três patrulheiras e diversas embarcaçons da Guarda Civil espanhola. Apesar do despregamento repressivo, os mariscadores conseguírom que o "Mourad Didouche" desistisse de chegar a Mugardos, indo fundear à Ria de Ares.
Em terra, um importante despregamento policial atacou as centenas pessoas concentradas em apoio da acçom cívica dos mariscadores, ferindo várias manifestantes e sendo finalmente detido pola Guarda Civil um mariscador.
Centenas reclamam liberdade para o detido
Posteriormente, umha manifestaçom dirigiu-se ao quartel do corpo repressivo militar em que, no momento de redigirmos estas linhas, a pessoa detida continuava a ser vítima de privaçom de liberdade pola sua participaçom no acto de responsabilidade colectiva contra a ameaçadora actividade em torno de Reganosa.
Queremos daqui manifestar a nossa adesom ao movimento popular contra Reganosa, e apontar directamente as responsabilidades do PSOE, do PP e do BNG na deriva repressiva e abertamente antidemocrática -incluindo a participaçom militar na repressom contra o povo- que estám a tomar os acontecimentos. A defesa dos interesses privados de Tojeiro, de Caixa Galicia, Caixa Nova, Banco Pastor, Endesa e Fenosa por parte das instituiçons públicas e dos partidos vendidos aos mesmos está a atingir o paroxismo.
A resposta popular deve continuar e estender-se, e o novo Governo municipal de Ferrol, integrado por umha força política até hoje contrária à localizaçom de Reganosa em Mugardos (IU) deverá tomar partido claro e urgente em defesa dos interesses da maioria.
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