Proletariado viguês marca o caminho
15 de Maio de 2007
O proletariado galego está a escrever em Vigo umha nova página exemplar de dignidade de classe na sua luita contra o patronato do sector naval, empenhado em submeter o pessoal assalariado ao esclavagismo da temporalidade e a precariedade extrema que caracteriza as auxiliares.
A falta de disposiçom para a negociaçom por parte dos patrons está a ser enfrentada polos trabalhadores e trabalhadoras do naval do sul da Galiza nas ruas de Vigo do único jeito possível: com luita aberta nas ruas, estendendo o conflito às sedes oficiais e mantendo indefinidamente a atitude combativa e unitária imprescindíveis para acabar derrotando a burguesia parasitária.
Durante as últimas semanas, em que a luita interrompida há um ano tivo de ser retomada, houvo vários exemplos que servem como melhor "pedagogia do oprimido e da oprimida" na Galiza actual: mobilizaçons maciças, exigência às cúpulas sindicais de maior nível de confronto, contundência nas acçons reivindicativas e intransigência com elementos da própria classe postos pola ideologia dominante como exemplos do suposto "mal-estar" da populaçom com o movimento grevista.
A todo o anterior, há que acrescentar o conteúdo nitidamente nacional vivido num confronto bem significativo na Delegaçom da Junta em Montero Rios, onde as massas impugérom a retirada da bandeira de Espanha e a permanência da bandeira da Galiza como mais um ingrediente da luita popular.
Quando escrevemos estas linhas, os patrons continuam a opor-se a qualquer cessom. Nom duvidamos que a atitude corajosa e responsável de milhares de trabalhadores acabará por derrotar as posiçons burguesas, que contam com a colaboraçom dos media do sistema, empenhados em criminalizar o movimento operário.
Também continuam as detençons e outras formas de repressom, sempre ao serviço dos interesses patronais e contando com a cumplicidade dos partidos "ordeiros", que se laiam por perderem o protagonismos nestes dias de campanha eleitoral.
Mais acidentes laborais e as liçons da luita de classes em Vigo
Como pano de fundo, dous obreiros da construçom morrêrom nos últimos dias na Galiza, um deles hoje mesmo em Vigo, aumentando o número de vítimas mortais dos acidentes laborais no nosso país e assinalando a responsabilidade do patronato e as administraçons na sangria dos sinistros laborais.
A descarnada luita de classes que surgiu nas últimas semanas em Vigo dá também para reflectir sobre a suposta "superaçom" das formas históricas de organizaçom e luita operária do último século e meio, que apregoam algumhas versons pós-modernas da esquerda supostamente anti-sistema. Confirmando à risca as análises do marxismo, Vigo ensina-nos que som as massas proletárias que se situam, mais umha vez num momento de crise, à frente da história para a sacudirem e fazerem valer a sua autoridade como força motriz da revoluçom.
A organizaçom em estruturas políticas próprias e ao serviço da revoluçom é o complemento necessário que impulsione o movimento operário para a sua definitiva hegomonia, mediante a derrota da burguesia. Faltando na Galiza actual esse imprescindível estádio de consciência e organizaçom a nível político, episódios como o actual de Vigo demonstram que a classe dominante é objectivamente derrotável. E nom só no plano táctico de umha greve económica, mas também no estratégico da luita popular revolucionária.
Avante, obreir@s de Vigo, até a vitória sempre!
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