Ministério espanhol do Interior e Junta da Galiza investirám em mais Guarda Civil

31 de Dezembro de 2006

O ministro espanhol do Interior, A. Pérez Rubalcava, e o conselheiro galego da Presidência, J. L. Mendes Romeu, assinárom um acordo de colaboraçom entre a instituiçom estatal e a autonómica para investirem nas numerosas instalaçons quartelárias da Guarda Civil existentes na Galiza.

Madrid foi o lugar em que se assinou o acordo, fixando como objectivo "favorecer o assentamento do corpo nos núcleos rurais da Galiza", para o qual o Governo bipartido porá nada menos que um milhom de euros a investir em obras, que serám executadas polo Ministério espanhol do Interior. Fica pendente a provável incorporaçom das deputaçons das quatro províncias existentes na Galiza autonómica, com "acçons de adesom" nom concretizadas.

Haverá ainda umha comissom mista presidida por Mendes Romeu para acompanhar o processo de reforçamento da presença do corpo armado espanhol na Galiza. Além das condiçons de habitabilidade, a segurança do perímetro dos quartéis é outro objectivo do plano aprovado ontem em Madrid.

No ano que hoje conclui, os quartéis da Guarda Civil existentes na Comunidade Autónoma da Galiza absorvêrom já 1.672.040 euros, mas em 2007 o orçamento vai ser incrementado nada menos que em 59,8%, o que garante a maior capacidade repressiva de um instituto armado caracterizado pola total refracçom a qualquer reconhecimento da realidade nacional em que age ao serviço do Estado espanhol.

Para além do novo incremento orçamental, o Plano de Infraestruturas do Serviço de Aquartelamento incluirá em 2007 6.358.275 euros, aumentando o valor do exercício anterior nada menos que em 316%. Os três partidos representados no Parlamento autonómico tenhem manifestado a sua reclamaçom de que a presença da Guarda Civil se veja reforçada, daí que este acordo pareça responder à vontade unánime do PSOE, o BNG e o PP, todos eles partidários de soluçons policiais aos problemas sociais existentes na nossa naçom.

Para além de outras consideraçons, é paradoxal o desvio de dinheiro para incrementar labores repressivos enquanto a Galiza continua a padecer défices estruturais cuja continuidade é explicada polas diversas administraçons com base na falta de recursos. É o caso dos acidentes laborais, a falta de meios para a extinçom de fogos ou a segurança marítima, por referir alguns problemas de dramática actualidade, e para cuja soluçom pouco irá supor o aumento de investimento em tricórnios.

 

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