41 anos depois, retiram Honoris Causa da Universidade de Compostela ao assassino Francisco Franco

10 de Novembro de 2006

Só 31 anos depois de morto o ditador e 41 depois do vergonhoso reconhecimento outorgado ao genocida Francisco Franco pola Universidade de Compostela, é que o Claustro da instituiçom tomou, por fim, a decisom de retirar-lhe o Honoris Causa. Já nom era sem tempo.

Durante os últimos anos, diversos sectores sociais e estudantis ligados à esquerda compostelana e galega exigírom a imediata retirada de umha distinçom que desacredita a Universidade decana entre as galegas, sem que os "magníficos" e sucessivos reitores, algum pretenso "nacionalista galego" incluído, dessem o passo.

A entidade estudantil independentista AGIR é umha das que de maneira insistente tem reclamado o fim da apologia do fascismo que supunha situar o assassino Francisco Franco no quadro de honra de personalidades reconhecidas por supostos méritos, tingidos de sangue operário e popular no caso do militar golpista espanhol.

AGIR lembrava ainda no passado mês de Maio, num comunicado, que na listagem de Honoris Causa compostelana se acham também relevantes corruptos como Albertino de Figueirido, detido polo caso AFINSA.

Agora, @s estudantes independentistas mostram a sua satisfaçom polo fim da exaltaçom fascista, que enquadram no trabalho de sectores populares, com destaque para a esquerda independentista, neste Ano da Memória, que graças a iniciativas como a campanha de NÓS-UP está a ser também o ano da limpeza antifascista.

Também o colectivo "Cansendono" levava meses a recolher assinaturas para exigir a retirada do Honoris Causa a Francisco Franco. Toda a esquerda comprometida com a luita antifascista hoje é depositária da importante vitória simbólica de eliminar a figura do ditador da listagem de Honra de umha universidade galega.

No entanto, há que lembrar que Cámaras Municipais como o da Corunha continuam a manter o assassino Franco como "Filho Predilecto", graças ao compromisso do PSOE na apologia do franquismo ainda a dia de hoje. É muito o trabalho que ainda resta por fazer até vermos limpas as ruas, prédios e espaços públicos da Galiza de tanto insulto à liberdade, à nossa classe e à nossa condiçom nacional.

 

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