Democratas ponte-areáns enfrentam pedido de fortes multas por reclamarem retirada de monumento a Franco

28 de Fevereiro de 2007

Tal como informamos ontem, um tribunal de Ponte Vedra acolheu o julgamento a um grupo de democratas ponte-areáns, denunciados e denunciadas pola líder da ultra-direita local, Nava Castro, filha do franquista José Castro e candidata à presidência da Cámara pola UCPA, cisom do PP.

A "fiscalia" pede fortes multas de 24.900€, disfarçando a acçom antifascista de "delito eleitoral", esquecendo o fundo carácter democrático da actuaçom da Plataforma antifascista, cuja insistência acabou por conseguir que a Cámara municipal retirasse o busto ao assassino Francisco Franco.

Achamos importante difundir o caso da maneira mais directa possível, e para isso reproduzimos a crónica difundida pola candidatura do soberanismo de esquerda em Ponte Areas, que junto a outros colectivos sociais e políticos estivo na concentraçom de apoio às pessoas julgadas:

Fiscalia solicita duras penas contra seis antifascistas de Ponte Areas

Hoje tivo lugar em Ponte Vedra o juízo contra seis vizinh@s de Ponte Areas acusad@s de ter distribuido um cartaz identificando a Nava Castro com Franco. Três destes vizinh@s formam parte de Ponte Areas de Esquerda.

Nava Castro é filha de Pepe Castro, ex-militante falangista e Presidente da Cámara de Ponte Areas durante o franquismo e nas primeiras legislaturas do actual regime, que foi inabilitado por diversos delitos urbanísticos. Desde 2003, a sua filha encabeça a candidatura à presidência da Cámara de Ponte Areas pola organizaçom de extrema-direita UCPA, umha cisom comarcal do PP.

Em 1999, o pleno municipal do Concelho de Ponte Areas aprovou por maioria retirar a simbologia fascista que inçava a localidade com os votos contrários do grupo de Pepe Castro que se negou a executar a decisom.

A actividade e pressom social da Plataforma Cidadá pola retirada do monumento a Franco foi determinante para forçar ao Governo municipal a retirada da simbologia em 2003, após as eleiçons municipais que permitírom o fugaz e ineficaz governo PSOE-BNG.

No julgamento decorrido hoje, a "Fiscalia" que exerce de acusaçom solicitou mais de 24.900€ em conceito de multa e indemnizaçom a Nava Castro e à UCPA por “delito eleitoral”.

Ponte Areas de Esquerda lamenta que a juíza nom permitisse à defesa empregar as testemunhas orais, nem aceitasse a documentaçom apresentada polos dous advogados, e antes de finalizar a vista expulsasse da sala os/as vizinhas de Ponte Areas, activistas do Local Social Baiuca Vermelha, da candidatura vicinal Ponte Areas de Esquerda e diversos dirigentes da esquerda independentista que arroupárom com a sua presença @s seis antifascistas.

O candidato à alcaldia por Ponte Areas de Esquerda Abraám Alonso Pinheiro manifestou aos meios de comunicaçom que cubrírom este juízo que “está orgulhoso de ter contribuido à retirada da simbologia fascista de Ponte Areas e a fazer da Galiza um país mais limpo de lixo franquista”.

Ponte Areas de Esquerda agradece as mostras de solidariedade recebidas por diversos colectivos e vizinh@s de Ponte Areas e manifesta que nom defraudará tod@s @s que contribuírom para eliminar das nossas ruas a iconografia do fascismo que impujo Pepe Castro.

Novamente solicitamos a Nava Castro e à UCPA que condene publicamente sem paliativos nem ambigüidades o regime franquista e os seus crimes.

Este julgamento deve enquadrar-se na ofensiva da direita contra a recuperaçom da memória histórica, contra os esforços realizados polo movimento popular à hora de destapar os crimes do franquismo. A censura judicial de um web de Ogrobe, onde represaliados polo fascismo denunciavam com nomes e apelidos os carrascos, ou a tentativa de familiares de ex-responsáveis falangistas de Cerdedo de silenciar as investigaçons da repressom realizadas polo historiador Dionísio Pereira, fam parte de umha estratégia para manter na impunidade e no esquecimento os que em 1936 destruírom a democracia, arruinárom a Galiza e matárom ou expulsárom da nossa naçom dúzias de milhares de mulheres e homens polo único delito de quererem umha pátria livre e justa.

A Ponte Areas que luita, a Ponte Areas rebelde e combativa nom cessará na luita contra todo vestígio de fascismo no Condado.

Ponte Areas 27 de Fevereiro de 2007

 

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