Juventude trabalhadora galega, líder em acidentes laborais e doenças profissionais

7 de Fevereiro de 2007

A faixa etária que vai dos 25 aos 34 anos concentra na Galiza a maior percentagem de acidentes laborais, atingindo os 31,85% do total, segundo dados de um estudo da UGT. De facto, o perfil tipo do trabalhador e trabalhadora que sofre acidentes laborais é o de um jovem de 16 a 35 anos, com um contrato inferior aos seis meses e com baixa qualificaçom técnica ou profissional. Cumpre-se, portanto, a íntima ligaçom existente entre a precarizaçom do mercado laboral, de que a juventude é alvo especial, e a sinistralidade.

Jornadas sem fim sob ameaça de despedimento, falta de preparaçom para os labores encomendados, medidas de segurança escassas e falta de fiscalizaçom institucional completam o mapa da acidentalidade laboral na Galiza, agora confirmado por este estudo sindical.

Também as doenças profssionais tenhem nesse grupo de idade o principal ambiente propício, atingindo os 30,28% das doenças detectadas entre as assalariadas e assalariados galegos.

Porém, as especiais condiçons de exploraçom nom ficam por aí no caso da juventude galega. O desemprego, espada de Dámocles para perpetuar a situaçom descrita de falta de garantias e excesso de precarizaçom, situa os jovens galegos 4 pontos por cima da média do Estado, com 12,1%, enquanto as jovens galegas chegam aos 15,3%, confirmando o factor sexo como mais um parámetro para determinar o aumento da precariedade laboral.

Finalmente, o referido estudo contém a quantificaçom da precariedade juvenil, que situa a Galiza em 51,5%, face aos 34,9% da média do conjunto de trabalhadores e trabalhadoras galegas.

 

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