PP asturiano exige ao Parlamento espanhol umha condena contra o mapa da Galiza editado por NÓS-Unidade Popular

Manuel Bedia, presidente da Cámara de Návia polo PP, quer que o Parlamento espanhol condene um mapa da Galiza

15 de Novembro de 2006

Quando parecia que o tema tinha já arrefecido, após umha campanha mediática e institucional contra a difusom do mapa da Galiza completa editado em 2003 pola formaçom independentista NÓS-Unidade Popular, o PP asturiano pede um pronunciamento do Parlamento espanhol contrário ao debate sobre a terrritorialidade galega.

O jornal espanholista asturiano "La Nueva España" (sic), de importante difusom nas Astúrias, é a plataforma mediática escolhida polo Partido Popular para, através do seu presidente da Cámara Municipal do concelho de Návia, atacar a ediçom do mapa da Galiza por parte da esquerda independentista galega.

Manuel Bedia, do PP, é o presidente da Cámara de Návia, concelho galegofalante dependente da administraçom asturiana e, como o resto de territórios galegos excluídos polo actual Estatuto de Autonomia, submetido a umha política especialmente intensa de negaçom dos próprios sinais de identidade, com destaque para os direitos lingüísticos.

De maneira delirante, o referido dirigente do Partido Popular reclama que a administraçom autonómica asturiana apresente umha queixa à Junta da Galiza polo mapa editado por NÓS-Unidade Popular, porque este "anexa municípios asturianos à Galiza", di o líder da direita espanhola em Návia. Porém, Manuel Bedia vai mais longe, e reclama que o parlamento espanhol faga "umha condena formal desse documento", que considera "umha barbaridade".

Meios de comunicaçom, outros políticos e algumha associaçom ligada ao espanholismo aderem aos ataques e insultos nom apenas contra NÓS-UP, mas contra a Galiza no seu conjunto. Naturalmente, deve ser destrinçada a posiçom desse espanholismo reaccionário dos movimentos populares asturianos, cujos sectores mais avançados reconhecem o direito das comarcas de Návia-Eu e Vale de Íbias a decidirem livremente sobre a sua condiçom nacional.

A reacçom espanhola teme a liberdade...

Estamos perante umha velha polémica em torno dos direitos de mais de 180.000 pessoas, que vem negados legal e factualmente os seus direitos lingüísticos, e de umhas comarcas cultural e historicamente galegas, arbitrariamente separadas da Galiza administrativa e nunca consultadas sobre a sua condiçom nacional.

Há que lembrar que o actual estatuto de autonomia da Galiza desconsidera totalmente a existência desses galegos e galegas, ao contrário do estatuto aprovado em 1936, que previa a possibilidade de que pudessem reincorporar-se à Galiza.

As iradas reacçons do espanholismo asturiano transparecem, mais umha vez, a teimosia reaccionária de negar qualquer discussom sobre o statu quo actual do Estado espanhol. O clássico medo a um debate livre e aberto que ceda às habitantes e aos habitantes dessas comarcas a última palavra sobre o seu futuro. Essa, a defesa do debate e o respeito à decisom d@s habitantes, tem sido sempre a posiçom de NÓS-Unidade Popular, que só achou como resposta os insultos e o desprezo que tam bem definem o intolerante, reaccionário e expansionista nacionalismo espanhol.

... e a Junta da Galiza mostra os seus complexos

Se calhar o mais grave desta polémica é a posiçom da instituiçom autonómica galega e dos partidos que formam a coligaçom de governo. Enquanto os meios de comunicaçom públicos bascos e cataláns difundem há muitos anos e por todos os meios os mapas de Euskal Herria e dos Països Cataláns sem medo às ofensivas do espanholismo madrileno, a Conselharia da Educaçom da Junta chegou a definir o mapa da Galiza completa como "ilegal" (sic), comprometendo-se literalmente a "persegui-lo".

Também o PSOE e o BNG tenhem manifestado os seus complexos e medos nesta questom, o que é mais grave no caso do segundo, que continua a assumir interna e externamente a Galiza quadriprovincial como referente da Galiza a que aspira como força autonomista.

A melhor resposta ao espanholismo

Quanto a nós, o nosso partido nom pode deixar de manifestar o incondicional apoio à iniciativa de NÓS-Unidade Popular. Encorajamos por isso as pessoas que nos visitam e que ainda nom tenhem o mapa, a que o adquiram nos locais sociais e livrarias onde se vende, ou através da loja virtual de NÓS-UP. O sucesso de vendas e a sua máxima difusom é a melhor resposta ao espanholismo nesta questom.

É também o momento de exigirmos que os partidos institucionais digam que pensam fazer em relaçom às comarcas do leste no novo texto estatutário que cozinham às escondidas.

 

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