Ferrol: 17 entidades convocam manifestaçom contra a privatizaçom dos espaços públicos

30 de Novembro de 2006

A especulaçom urbanística promovida especialmente polas instituiçons municipais em numerosos pontos da Galiza continua a achar resposta em forma de mobilizaçons populares que exigem respeito aos cada vez mais escassos espaços públicos no meio urbano. É o caso de Ferrol, onde o Partido Popular e a sua cisom local, Independientes por Ferrol, que mantenhem um governo de coligaçom, desenvolvem umha estratégia em larga escala ao serviço de sectores privados imobiliários e financeiros.

Em resposta, dezassete entidades, incluídos organizaçons políticas, vicinais, sindicais, a Federaçom de AMPAS e várias associaçons culturais, entre outras, convocam umha manifestaçom no próximo domingo dia 3, ao meio-dia, "em defesa dos espaços públicos" e contra a privatizaçom dos mesmos. A convocatória, em que participa como convocante NÓS-Unidade Popular, dirige-se especialmente a denunciar "a usurpaçom que está a ser cometida na praça da Porta Nova [batizada polo franquismo como "plaza de España"]", onde se prevê a construçom de um edifício destinado ao lucro privado como parte das obras realizadas nesse espaço. Um edifício que viola o preceito marcado no PGOM, que estabelece que se trata de umha via de domínio e uso público.

Com umha altura de 21 metros e 7.500 m2 de superfície comercial e serviços privados, incluída umha concessom privada por 75 anos, a construçom mutilaria umha das mais importantes e históricas praças da cidade, já suficientemente escassa em espaços abertos, verdes e pedonais.

Incrivelmente, nem o PSOE nem o BNG, na oposiçom institucional, aderírom à manifestaçom convocada. No fundo do conflito, o modelo de cidade. A direita espanhola governante aposta na fórmula neoliberal de privatizá-lo todo e fazer negócio com os espaços de todos e todas, sem que, mais umha vez, se verifique a existência de umha oposiçom verdadeira no seio da instituiçom municipal.

Daí que sectores populares à margem dos partidos tenham que assumir o protagonismo em defesa de interesses comuns à maioria social ferrolana, agredidos em diversos bairros e paróquias do concelho.

NÓS-Unidade Popular, que participa na organizaçom e convocatória desta mobilizaçom junto a sectores populares mui diversos, fijo público um comunicado em que afirma que "o conjunto do movimento popular deve continuar a trabalhar nas diferentes problemáticas abertas a golpe de promotora imobiliária no Concelho de Ferrol, e por extensom aos demais municípios da comarca, desenvolvendo sempre a imprescindível visom global e sem cair em falsas promessas ou alianças que podam dinamitar a necessária coesom deste movimento reinvindicativo. A firmeza da independência de um discurso dirigido à defesa da maioria social, o povo trabalhador, é a única capaz de conseguir os objectivos estratégicos propostos".

 

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