Mais de 1.500 pessoas manifestam-se em Compostela contra a destruiçom do território

7 de Maio de 2007

As contínuas agressons ao território em forma de plantas de gás, piscifactorias, PGOM, portos desportivos e outros empreendimentos agressivos com o meio e as pessoas, fôrom contestadas de maneira unitária na capital da Galiza no meio-dia de ontem.

Numerosas entidades comarcais, envolvidas durante os últimos meses em luitas concretas contra projectos como a planta de gás de Reganosa em Mugardos, as piscifactorias em Carnota e Porto Doçom, a urbanizaçom de luxo que destruirá umha valiosa carvalheira em Ferrol, o porto desportivo em Cangas, em defesa do Courel, de Monte Ferro, etc, somárom as suas vozes para reivindicar um outro modelo de desenvolvimento respeitoso com o meio natural e que detenha a especulaçom.

Talvez por se tratar de um protesto directo e nom controlado por instáncias partidárias, nem o PSOE nem o BNG fôrom vistos na manifestaçom de ontem, ao contrário do que costumava acontecer nas da tele-dirigida Plataforma Nunca Mais, em que a energia de milhares de pessoas foi aproveitada e encauçada polos interesses institucionais dessas cúpulas partidárias.

Talvez por isso foi possível ouvir críticas directas ao actual Executivo autonómico e às administraçons locais em maos do PP, mas também dos outros partidos do sistema, todos eles comprometidos com o neoliberalismo selvagem que inspira todos e cada um dos projectos em causa.

A esquerda independentista sim participou na manifestaçom em defesa do território. NÓS-Unidade Popular repartiu um manifesto próprio e exibiu umha faixa em que se ligava directamente o desenvolvimentismo especulador e criminoso com o capitalismo como verdadeira raiz das agressons ao meio natural e humano galego.

Sendo saudável a dinamica unitária encetada ontem em Compostela, é imprescindível nom só que tenha continuidade no futuro, mas também que ganhe na assunçom de objectivos estratégicos que passam polo aberto combate ao sistema capitalista.

Também boa resposta popular em Ponte Vedra

Também em Ponte Vedra houvo umha importante participaçom na marcha anual contra a presença de Ence na ria, no passado sábado. As críticas pola passividade institucional, com destaque para a Junta da Galiza, marcárom a orientaçom reivindicativa deste ano, em que, mais umha vez, participou a esquerda independentista, com faixas de NÓS-UP, BRIGA e do centro social A Revira.

 

 

Voltar à página principal