Manifesto da AMC polo Dia contra a Violência Machista 06

23 de Novembro de 2006

25 de Novembro 2006, Dia contra violência machista

ABRE OS OLHOS, PODERIAS SER TU!

Os dias que precedem ao 25 de Novembro (Dia contra a violência machista), venhem cheios de palavras e grandes declaraçons de futuro para as mulheres por parte das entidades que pretendem fazer-nos creer que a soluçom vira dada polos planos políticos tanto da Junta da Galiza, do governo estatal, ou das respeitivas concelharias da mulher.

Mas a realidade, por desgraça, é bem diferente, muito mais oscura e cruel. Nom deixam de aumentar as mortes de mulheres em maos de homens, bem sejam parelhas, ex-parelhas, pais, etc...

A gravidade da questom é tal que além de que cada ano há mais mulheres assassinadas, as cifras oficiais tingem-se de mentiras, ocultando certos casos que para o gabinete de turma nom “merescem” acrescentar essa longa listagem de terror e morte.

No que vai de ano som 4 as mulheres galegas assassinadas polo terrorismo machista e no resto do Estado 81, mas para estatísticas só contam 59.

A mal chamada Lei integral contra a violência de género, tem demonstrado neste tempo o que as associaçons feministas vinhemos denunciando já antes da sua criaçom. É superficial, epidérmica e insuficiente a todas luces.

Desde a Assembleia de Mulheres do Condado consideramos que para afastar e erradicar a lacra do terrorismo machista das vidas da metade da populaçom que conformamos as mulheres fai falha muito mais que declaraçons de boa vontade, por isso expomos umha série de reivindicaçons que achamos imprescindíveis para avançar face umha sociedade realmente igualitária:

1. Implementaçom de programas integrais de coeducaçom no ensino primário e secundário. Cursos de reciclagem e preparaçom do professorado paraaplicar estes programas.

2. Eliminaçom de todo tipo de publicidade bem seja televisiva, em meios escritos, paineis, etc... que atentem contra a liberdade e a pluralidade tanto física como de pensamento das mulheres.

3. Posta em andamento nos concelhos de todo o pais de centros onde realmente se explique as mulheres em que consiste a violência machista e os meios empregadospara atingir essas quotas de poder mediante o terror, sendo esta a fórmula mediante a qual anula o pensamento crítico e a autoestima feminina. Logrando assim que as mulheres sejam realmente conscientes do que significa o patriarcado, fazendo-as reflectir sobre o papel que cumpre o mesmo no capitalismo.

4. Meios profissionais suficientes para ajudar as mulheres que denunciam maos tratos, nomeadamente psicológicos e de assessoramento jurídico. Assim como a criaçom de mais casas de acolhida.

5. Catálogos que fomentem a igualdade e a nom discriminaçom, de reparto massivo em escolas, na rua, nos centros de trabalho.....

6. Fomento de criaçom e/ou enraiçamento de colectivos que levem a defesa dos direitos da mulher como bandeira.

Desde a Assembleia de Mulheres do Condado seguiremos luitando sem trégua até ver soterrado o terrorismo machista e nom esquecemos a Águeda Gonçalves, Argelina Alonso, Mª Josefa Ribeira Porto e Maria do Mar Becerrá Moinhos.

Nengumha agressom sem resposta!

Nengum agressor sem castigo!

Ponte Areas 25 de Novembro de 2006

 

 

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