Risco de marés negras aumenta na costa galega

22 de Dezembro de 2006

Longe de diminuir, os dados sobre tráfego de buques na ria de Arouça indicam que durante o primeiro semestre do ano que está prestes a findar aumentou a idade média dos buques que transitam nas suas águas, o que significa um aumento equivalente do risco de acidente.

Isso é o que confirma um estudo difundido pola Plataforma em Defesa da Ria de Arouça (PDRA), centrado nos portos de Vila Garcia, Ribeira e a Póvoa do Caraminhal. Desde o último grande derrame de fuelóleo nas nossas costas, protagonizado polo Prestige, a percentagem de buques de mais de quinze anos que circulam nas proximidades desses portos nom deixou de aumentar.

Os dados do estudo som da Capitania Marítima, e partem da contagem de entradas e saídas entre Janeiro e Junho de 2006: 59,7% dos buques registados tinham mais de 15 anos de antigüidade; 48,6% tinham mais de 20 anos e 34,8 mais 25 anos. A isso devemos acrescentar as paragens de buques que se vírom obrigados a ir aos referidos portos devido a avarias ou detençons devidas ao mau estado das embarcaçons ou a problemas de segurança marítima. Essas paragens representárom 27,3% das entradas de buques nos três portos submetidos a inquérito pola PDRA.

Em relaçom à bandeira dos barcos, 3,5% das entradas correspondêrom às chamadas "bandeiras negras", consideradas de risco máximo de segurança.

Estes dados significam um ostensível recuo em relaçom aos dados de anos anteriores em todos os parámetros excepto o de bandeiras negras, devido isto à mudança na qualificaçom dos buques panamenses, que passárom de ser considerados de "bandeira preta" para "cinzenta", representando um número importante na ria de Arouça as embarcaçons provenientes desse país.

Entre os buques reincidentes, contam-se alguns já detidos e sancionados por problemas de segurança, que continuam a transitar à vontade polas nossas costas.

Perante a falta de dados completos para o conjunto da costa galega, todo indica que a contagem descrescente para umha nova nova maré negra como a do Prestige continua activada, umha vez que nengumha das instituiçons responsáveis pola segurança e tránsito marítimo na Galiza tomárom medidas efectivas para nem sequer diminuir os riscos.

 

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