Caixa Galicia, próxima gestora da Cidade da Cultura, continua a camuflar actos reaccionários sob o manto "cultural"

12 de Janeiro de 2006

A "Fundación Caixa Galicia" continua com a sua linha ultra-reaccionária nos eventos alegadamente "culturais" que organiza em diversos pontos da Galiza. Se há por volta de um mês trouxo, em colaboraçom com o Governo bipartido, um dirigente do Estado de Israel para fazer apologia do expansionismo sionista na capital da Galiza, a nova sede da fundaçom "cultural" da entidade financeira na Corunha acolheu a passada quarta-feira umha conferência do pseudo-historiador Pio Moa.

O assunto nom passaria de umha ratificaçom das ideias que alimentam os nossos oligarcas para defender as suas posiçons de privilégio, se nom fosse porque essa entidade financeira ocupa, cada vez mais, posiçons estratégicas na política cultural da actual Junta da Galiza.

De facto, Gaixa Galicia participa em operaçons económicas e especulativas conjuntas com a Administraçom pública, e nom só em assuntos "energéticos" como a planta de gás de Reganosa na ria de Ferrol. Também no plano cultural ganha posiçons graças à sua boa relaçom com o Governo bipartido, como se vê na sua recente incorporaçom ao Padroado da "Fundaçom Galega para a Sociedade do Conhecimento", que se encarregará da gestom da Cidade da Cultura.

Serám actuaçons "culturais" como a de anteontem as que estes gestores nos reservem para o mega-negócio que, primeiro o PP, e agora o PSOE, o BNG e banqueiros como José Luís Mendes preparam no monte Gaiás?

Resposta popular

Tal como aconteceu em Compostela, também na Corunha houvo resposta popular, por parte de diversos sectores do soberanismo galego e a esquerda organizada na cidade herculina, que se concentrárom à porta do local, sendo-lhes proibida a entrada. Contodo, duas jovens independentistas conseguírom aceder à sala em que o fascista dava a sua particular visom do franquismo, com abertas justificaçons da sua brutalidade ditatorial e ataques ao bando republicano polo sangrento golpe de estado de 1936.

As jovens, que increpárom o porta-voz da reacçom espanhola com um "fascista, fora da Galiza" e cartazes alusivos, fôrom expulsas da sala, entre insultos e pontapés de exaltados fascistas presentes na conferência. Podes aceder a mais informaçom nos webs de BRIGA e AGIR.

 

 

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