Direitos das mulheres avançam em Portugal com a vitória do Sim ao aborto

12 de Fevereiro de 2007

A luita das mulheres portuguesas pola sua plena emancipaçom deu um passo à frente no vizinho Portugal, com a vitória por 59'25% dos votos (2.238.053) face aos 40'75% (1.539.078) contrários. Embora a participaçom nom tenha ultrapassado os 50%, o que tornaria vinculativo o resultado, o aumento da participaçom foi muito importante em relaçom ao anterior referendo de 1998, (agora participárom 3.851.613 eleitoras e eleitores, 43,61 por cento, mais 11,7 pontos percentuais do que em 1998, quando votaram 2.642.689, o que representava 31,91 por cento.

A vitória do Sim implicará o fim das penas de três anos prisom para as mulheres condenadas por aborto, pois há um compromisso do governante Partido Socialista (PS) para a aprovaçom de umha nova lei que acabe com a clandestinizaçom da interrupçom voluntária da gravidez. Além do mais, a evoluçom do voto neste tema é muito significativo nos últimos oito anos, obrigando a social-democracia governante a cumprir a palavra dada e nom aplicar mais adiamentos. A vitória é das luitadoras portuguesas, nom dos timoratos governantes do PS.

O referendo de ontem verificou, sem dúvida, um avanço na consciência progressista e um recuo da histórica influência em Portugal de forças reaccionárias como a hierarquia católica, a objectora Ordem dos Médicos e outros sectores da direita, que sem dúvida irám ainda tentar obstaculizar a aplicaçom da democrática decisom maioritária da sociedade portuguesa.

É claro que a mulher portuguesa, como a galega, tem ainda muitas causas polas quais se bater, muitas batalhas polas quais luitar. Porém, temos certeza que esta conquista servirá para reforçar as forças revolucionárias e feministas no longo caminho da derrota do patriarcado. As comunistas e os comunistas galegos enviamos os nossos parabéns internacionalistas às trabalhadoras portuguesas. Avante, camaradas!

 

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