PP agita o fascismo para retomar controlo do Estado espanhol

Significativa imagem da "estética" das concentraçons reaccionárias de ontem na Galiza

10 de Março de 2007

Com a nova manifestaçom reaccionária convocada para hoje em Madrid, o Partido Popular aproveita as contradiçons do PSOE à frente do Governo espanhol para tratar provocar a sua queda e a volta da extrema-direita à Moncloa.

A convocatória de hoje na capital espanhola viu-se precedida de convocatórias em numerosos concelhos do Estado espanhol ontem à tarde. Na Galiza, a Corunha registou a maior concentraçom ultra. A imprensa oficialista atribui-lhe 4.000 pessoas, dados exagerados como é de costume nesses meios. Ourense terá tido umha convocatória de 3.500, segundo as mesmas e pouco fiáveis fontes.

As outras cidades e vilas da Galiza tivérom concentraçons menores: 1.500 em Lugo, 500 em Vigo e Compostela, 400 em Ferrol. Em todos os casos, estética espanholíssima, falangistas delambidos, médias de idade elevadas, laca e peles em quantidades industriais, gritos de "Espanha, Espanha!".

Mais umha demonstraçom da laia que nutre o espectro urbano do Partido Popular, crescido polas contradiçons de um PSOE incapaz de impor umha linha de demarcaçom clara frente à extrema-direita do PP-AVT-COPE e demais instrumentos da caverna fascista espanhola.

Só umha ruptura com o neofranquista PP e umha aposta real no processo negociador por parte da social-democracia hoje governante, que ponha fim ao conflito basco-espanhol em termos democráticos, poderá impedir que o Partido Popular continue a alimentar-se da manipulaçom, intoxicaçom e excitaçom social dos ainda significativos sectores que, filhos directos do franquismo, nutrem a reacçom no Estado espanhol.

 

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