Sector naval do sul da Galiza volta à luita nas ruas

3 de Maio de 2007

A saída em falso à greve da passada Primavera provocou finalmente umha nova ruptura de negociaçons entre as representaçons sindicais do sector naval do sul da Galiza e o patronato, por sistemáticos incumprimentos dos acordos pactuados na altura.

Mais de 5.000 operários e operárias voltam à greve indefinida para forçar os patrons a cumprir o aprovado sobre novas contrataçons e estabilidade laboral, umha vez que a precariedade continua a ser, um ano depois, marca da casa no sector da construçom naval, longe dos 45% de empregos estáveis comprometidos após 9 dias de luita freados em seco por um acordo precipitado que hoje se confirma como pouco firme.

Há que lembrar que um sector importante da massa operária contestou o acordo assinado polas dirigências sindicais, julgando que havia forças para garantir umhas conquistas mais firmes e ambiciosas. Agora o tempo parece dar a razom a esses sectores críticos, e a luita tem de ser retomada fora das mesas negociadoras, onde maior efectividade se demonstra: nas ruas.

Assembleias maciças, adesom unánime dos quadros de pessoal, cortes de tránsito, piquetes às portas das factorias caracterizam o novo cenário de luita operária num sector especialmente castigado pola exploraçom, a precariedade e a falta de segurança no emprego. Entretanto, o patronato tentará sem dúvida enganar novamente as espectativas obreiras com promessas vácuas, mas o precedente do ano passado deve servir para incrementar as garantias de cumprimento por parte das direcçons empresariais.

Por enquanto, a greve indefinida começou e centenas de trabalhadores e trabalhadoras de Vulcano e Barreras começam a fazer visível a sua presença nas ruas da maior cidade galega.

 

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