NÓS-UP posiciona-se inequivocamente contra a privatizaçom dos estaleiros públicos

1 de Fevereiro de 2007

Reproduzimos na íntegra o comunicado publicado por NÓS-Unidade Popular em relaçom com o plano privatizador da Conselharia da Indústria da Junta da Galiza para os estaleiros públicos ainda existentes na comarca de Trasancos.

 

NÓS-UP é contrária à entrega dos estaleiros públicos galegos ao empresariado: a privatizaçom nom é a soluçom

Há já um ano que diversos políticos e cargos públicos ligados ao BNG e à Conselharia da Indústria começárom a difundir mensagens, primeiro ambíguas e depois mais claras, em favor da privatizaçom do que fica dos estaleiros públicos de Fene e Ferrol. A incredulidade de sectores populares ligados ao próprio nacionalismo e dos trabalhadores e trabalhadoras que levam décadas de luita em defesa do sector, deu passagem à evidência de que essa é a fórmula de Fernando Branco, conselheiro da Indústria, e de Anxo Quintana, que chegou a pedir ao empresariado que “pegue nas rédeas” do sector para garantir o seu futuro.

Todos eles, com o apoio já expresso do Partido Popular, querem convencer-nos de que o futuro dos estaleiros passa pola sua privatizaçom, quer dizer, pola entrega gratuita de terrenos e subsídios públicos a empresas privadas sem absolutamente nengumha garantia de futuro para a construçom naval na comarca de Trasancos. Ao contrário, os trabalhadores e trabalhadoras sabemos que as privatizaçons costumam abrir as portas à especulaçom empresarial com os terrenos e com a própria actividade que supostamente pretendem revitalizar.

A manobra, em que participam os respectivos presidentes das Cámaras de Fene e Ferrol, do BNG e o PP respectivamente, é um novo jogo de prestidigitaçom dirigido aos trabalhadores e trabalhadoras, que nas últimas décadas vírom como os sucessivos governos fôrom desmantelando os estaleleiros até reduzirem os 5000 empregos existentes 25 anos atrás aos escassos 360 da actualidade. Trata-se de umha manobra que, longe de garantir o emprego, liquida um dos poucos aspectos positivos do último acordo assinado entre a SEPI e os sindicatos: o inquestionável carácter público e nom privatizável de Navantia.

É bem significativo que a proposta para a privatizaçom venha do BNG. Certifica, como a esquerda independentista tem afirmado nos últimos anos, a sua definitiva integraçom nas receitas neoliberais, como força plenamente homologada no sistema e ávida por obter o reconhecimento das burguesias galega e espanhola.

Frente às pretensons institucionais, que tenhem demonstrado suficientemente a sua vontade de desmantelar os estaleiros galegos, NÓS-Unidade Popular soma a sua voz à dos sectores obreiros e sindicais contrários à privatizaçom e em defesa do alargamento de actividades dos estaleiros públicos, incluindo a construçom naval de carácter civil.

Só a luita consciente e organizada dos próprios trabalhadores e trabalhadoras pode evitar que as instituiçons ao serviço da burguesia acabem de destruir um sector estratégico na economia nacional galega. Se nos estaleiros do sul da Galiza se demonstrou na passada Primavera que essa é a via para defender os direitos da maioria, os trabalhadores e trabalhadoras do Norte devem preparar-se para assumir a defesa do sector se as instituiçons e as forças vendidas como o BNG optarem por umha nova agressom aos nossos direitos laborais.

Contra a privatizaçom de Navantia e em defesa do emprego público!

A unidade e luita obreira som o único caminho!

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 31 de Janeiro de 2007

 

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