Quatro militantes de NÓS-UP julgados em Neda por denunciarem permanência de símbolos fascistas

26 de Abril de 2007
Tal como informamos em dias passados, hoje decorreu o julgamento contra quatro independentistas que pintárom de cor de rosa umha grande cruz de pedra dedicada ao fundador da Falange e a outros fascistas, que continua em pé apesar da aprovaçom da sua retirada pola instituiçom municipal.
Dous polícias locais apresentárom-se representando a insituiçom municipal de Neda, que governam o PSOE e Izquierda Unida, e mantivérom a sua acusaçom contra os quatro membros de NÓS-Unidade Popular, que por sua vez convocou umha concentraçom diante do julgado em solidariedade com os seus militantes.
As redondezas da Cámara Municipal e do Julgado estivérom durante toda a manhá de hoje ocupadas por numerosos veículos e elementos da Guarda Civil espanhola, num desproporcionado despregamento dirigido a intimidar as 30 pessoas concentradas em apoio aos independentistas.
NÓS-UP informa no seu web do ataque aos direitos lingüísticos dos seus militantes, que vírom negado o seu direito a que as suas declaraçons fossem recolhidas em galego, tal e como eles as apresentárom. As irregularidades continuárom umha vez finalizado o julgamento, com o assédio da Guarda Civil a cinco militantes, arbitrariamente detidos na estrada, identificados e obrigados a eliminarem fotografias de umha máquina fotográfica.
Manifesto de apoio
Hoje mesmo, foi dado a conhecer um manifesto de apoio aos militantes de NÓS-UP, promovido polo secretário comarcal da CIG em Trasancos, X. A. Pintos, e polos historiadores Bernardo Máiz e Eliseu Fernandes, especialistas no estudo da repressom franquista na comarca de Trasancos.
A seguir reproduzimos o texto e os apoios, difundidos por NÓS-UP no seu web nacional.
MANIFESTO
Pola retirada dos símbolos franquistas e contra o julgamento de quem os retira
As pessoas e entidades abaixo assinadas queremos fazer pública a nossa repulsa ao julgamento, no próximo 26 de Abril, imposto a Maurício Castro Lopes, Carlos Garcia Seoane, Bruno Lopes Teixeiro e Daniel Lourenço Mirom, por terem pintado de cor de rosa a chamada "cruz dos caídos" do concelho de Neda. A acçom simbólica realizada polos quatro integrantes de NÓS-Unidade Popular inscreve-se numha campanha de denúncia contra a permanência de todo o tipo de símbolos da ditadura franquista em toda a Galiza.
Como tal, a sua acçom é digna de reconhecimento pola sua natureza democrática e antifascista, sendo especialmente rechaçável que seja um concelho governado polo PSOE e IU, que já em duas ocasions aprovou e incumpriu a retirada dos símbolos franquistas, o artífice da denúncia.
Por todo o dito, queremos solidarizar-nos e reclamar a livre absoluçom dos quatro companheiros, vizinhos da nossa comarca, e a imediata retirada desse e de todos os demais símbolos do franquismo que ainda subsistem nos edifícios e espaços públicos da Galiza.
Primeir@s assinantes e impulsionadores da iniciativa:
Eliseo Fernández Fernández, Historiador e membro da Comissom Ferrolterra a nossa Memória
Xesus Anxo López Pintos, Secretário Comarcal da CIG em Trasancos
Bernardo Maiz Vázquez, Historiador e membro da Comissom Ferrolterra a nossa Memória
Asociación Cultural O Fervedoiro (Cúntis)
Ferrolterra A Nossa Memória (Ferrol)
Rafael Aguirrebengoa Esnaola, funcionário
Celso Alvarez Cáccamo, professor da UdC
Bráulio Amaro Caamaño, professor
Iago Barro Minhons, membro do Conselho Nacional de AGIR
Mª José Bernete Navarro, investigadora histórica
Leopoldo Caitán Sarmiento Fernández, estudante
José Antonio Conde Ares, da Comissom pola Recuperaçom da Memória Histórica da Corunha
Aitana Cuétara Eanes, empregada de balcom
Uxío-Breogán Diéguez Cequiel, Historiador, Membro do Conselho da Memória e director de Murguía, Revista Galega de Historia
Mª Magdalena Fernández Arango, mestra
Sheila Fernandes Migues, Responsável Comarcal de AGIR Corunha
Manuel Ferro Rodríguez, Auxiliar Administrativo
Mª Beatriz Gómez Amigo, Presidenta da Comissom pola Recuperaçom da Memória Histórica da Corunha
Margarida ledo, professora na USC
Carlos López López, Operário do Metal
Igor Lugris Alvares, Escritor. Membro da Assoc. Cultural Fala Ceive do Berzo
Anxela Mariño López, professora
Santi Martínez López, Operário e membro da A.C O Fervedoiro
Carlos Xabier Martins Louro, estudante
Carlos Morais, secretário geral de Primeira Linha
Dionisio Pereira, Historiador
Alexandre P. Fernandes, sócio da Fundaçom Artábria e trabalhador da CIG
Mar Peteira, sindicalista (membro da Executiva Confederal da CIG)
Pedro Pintos Martínez, trabalhador da Junta da Galiza (Pessoal Laboral)
Guillermo Presa Suarez, Advogado
Xavier Queipo, Biólogo e escritor
Francisco Xavier Redondo Abal, empregado da USC
Manuel Rodríguez Fernández, militante do Partido Comunista de Galicia
Antom Santos Pérez, Militante Independentista
Xose M. Sanxóan Caamaño, Presidente Asociación Veciñal O ROSARIO DO INFERNIÑO (Ferrol)
Eduardo Silva Bafaluy, do Foro da Memória Histórica de Leom
Antonia Teixeiro Losada, Desempregada
Carlos Velasco, professor de História Contemporánea na UdC