[Documentário] Centros sociais galegos divulgam luita d@s detid@s-desaparecid@s na ditadura Argentina

13 de Março de 2007

Nilda Eloi, destacada militante argentina dos direitos humanos detida-desaparecida no seu país durante a ditadura, fai parte da Associaçom ex-Detidos Desaparecidos da Argentina e na actualidade é a principal testemunha protegida do julgamento contra vários repressores que se desenvolve na cidade da Prata. Nilda estará em Ourense, Compostela, Ponte Areias e Ferrol num ciclo de conferências para dar a conhecer a luita pola memória e a dignidade das vítimas da ditadura militar na Argentina.

No dia 11 decorreu a primeira conferência, na cidade de Ourense. Hoje, dia 13, às 20h30, estará em Compostela, no Centro Social Henriqueta Outeiro. No dia 21 desloca-se a Ponte Areias, para participar num acto similar organizado na Baiuca Vermelha, e no dia 27 será a vez de Ferrol, no centro social da Fundaçom Artábria, também a partir das 20h30.

No seguinte fragmento audiovisulal de 9 minutos, podemos ver Nilda Eloi a explicar algumhas das terríveis experiências que como torturada viveu nas prisons militares durante a ditadura:

Quem é Nilda Eloi?

Nilda Eloi, durante o seu cativeiro, passou por distintos campos de concentraçom. Foi detida e seqüestrada na Prata durante o operativo denominado “A noite dos Lápis”, quando fôrom seqüestrad@s e assasinad@s vári@s estudantes secundários que reclamavam a criaçom do “Boleto estudantil”.

Nascida a 22 de Fevereiro de 1957 na Prata, Argentina, é integrante da Associaçom de ex- Detidos Desaparecidos.

Foi seqüestrada no primeiro de Outubro de 1976, permanecendo durante 11 meses em 6 centros clandestinos de detençom (La Cacha, Pozo de Quilmes, Pozo de Arana, Vesubio, El Infierno e Comisaria Valentín Alsina). Desde 22 de Agosto de 1977 até princípio de 1979 estivo detida no Cárcere de Vila Devoto, a disposiçom do Poder Executivo Nacional, quer dizer, sem causa judicial nengumha.

É denunciante por queixa-crime nos julgados da sua cidade na mega causa “Camps” e nas causas emanadas da mesma. Nas causas que se abrírom polo Centro Clandestino de Detençom como as de: “La Cacha”, “Brigada de Investigaçons”, “Comisaría 5ta”, “Posto Vasco”, etc..

Noutros julgados, é denunciante na mega causa “1º corpo do Exército” e nas causas que dela se derivam.

Como integrante da Associaçom de Ex-Detidos Desaparecidos, é denunciante destas causas, na mega causa “Esma” e as suas derivadas, na mega causa “Campo de Maio”, assim como em diferentes causas no interior do país.

Assim mesmo, como representante da Associaçom de ex-Detidos Desaparecidos, participa no “Julgamento pola Verdade”, que desde 1998 leva avante a Cámara Federal da Prata.

Entre os labores que desenvolve no AEDD, está a confecçom de Trabalhos de Compilaçom de Dados (TRD, no seu acrónimo em espanhol) que servírom para abrir diversas causas e dada a riqueza documental dos mesmos, fôron aceites como prova tanto nas causas en primeira instáncia como nos julgamentos orais.

Trabalha na Comissom Provincial pola Memória, organismo que tem ao seu cargo a gestom do ex-Arquivo da Direcçom de Inteligência da Polícia da Província.

 

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