Governo mexicano quer afogar em sangue a revolta dos povos de Oaxaca

29 de Novembro de 2006

O eufemístico objectivo de "normalizar" Oaxaca está a servir ao Governo federal mexicano de álibi para afogar em sangue, mediante a repressom policial, a revolta e as profundas reivindicaçons da grande maioria social do estado de Oaxaca, organizado na APPO (Assembleia dos Povos de Oaxaca).

As marchas multitudinárias sucedem-se, reivindicando a destituiçom imediata do governador Ulises Ruiz, e o fim da ocupaçom policial da capital estatal. Assim a Polícia Federal Preventiva (PFP) atacou a marcha pacífica de milhares no passado dia 25 de Novembro, numha ofensiva repressiva que se estendeu nessa noite e custou a vida de cinco pessoas e feriu com balas policiais outras vinte. Outras 25 pessoas ficárom em condiçom de "desaparecidas", além de outras 80 feridas e 141 detidas (107 homens e 34 mulheres), segundo balanços dos organismos populares.

Testemunhos de participantes nas mobilizaçons denunciam que as forças repressivas "disparam rajadas contra os manifestantes" e, em relaçom às pessoas desaparecidas, que "os companheiros presos estám a ser torturados em prisons clandestinas".

APFP, a Polícia Federal Investigativa e a Polícia do Estado estám a coordenar-se numha ofensiva sangrenta que tenciona destruir a autoorganizaçom popular que nos últimos meses tomara conta de Oaxaca, levando a capital para umha situaçom de duplo poder, com os organismos assembleares de democracia popular a crescer em influência e apoios da maioria social.

Representantes políticos da oligarquia reclamou a soluçom repressiva, abrindo as portas à ofensiva em curso. A capital de Oaxaca está em estado de excepçom, policialmente tomada, com invasons arbitrárias de casas particulares, apreensons ilegais, mandado de prisom contra 200 dirigentes da APPO e membros do PRI a clamar polo assassinato de dirigentes populares.

A APPO chamou à intervençom da ONU para evitar o massacre que está a aplicar o Governo mexicano, sem que houvesse por enquanto resposta positiva. Entretanto, o movimento popular resiste e, incrivelmente, nom pudo ser desmanchado ainda pola brutalidade armada do Governo federal mexicano.

 

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