PP situa também a Galiza no alvo da sua "linha dura"

17 de Novembro de 2006

Três exemplos significativos de actualidade situam a Galiza no alvo da "linha dura" do PP. Nas Astúrias, apela a umha condena do Parlamento espanhol contra um mapa, em Madrid apresenta umha proposiçom nom de lei "contra a imposiçom do galego" e em Compostela di que o novo Estatuto excluirá qualquer referência à Naçom Galega.

Em poucas horas, tivemos ocasiom de comprovar como o Partido Popular endurece o seu discurso contra a Galiza. Já comentamos numha informaçom anterior o caso do concelho galego -sob administraçom asturiana- de Návia. Lá, o presidente da Cámara e o presidente regional do PP reclamárom ao Governo autónomo asturiano e ao Parlamento espanhol umha "condena" contra o mapa da Galiza completa editado por NÓS-Unidade Popular.

María Jesús Sainz insulta a inteligência d@s galeg@s

Pouco depois, soubemos da apresentaçom em Madrid, por parte da renegada deputada galega María Jesús Sainz, de umha proposiçom nom de lei em que se exigem "garantias" para defender o uso do espanhol do pessoal docente nas escolas da Galiza. Segundo a ex-conselheira da Educaçom do PP, na Galiza "está a impor-se o galego" seguindo a esteira da política lingüística catalá.

Trata-se de um insulto à inteligência d@s galeg@s, que vemos como a nossa língua é cada vez mais excluída das aulas, inclusive das matérias que por lei deveriam ser leccionadas em galego. Um insulto quando vemos como as estatísticas confirmam o desastre a que nos conduzírom tantos anos de fraguismo, com um Governo bipartido que se recusa a romper com a estratégia lingüícida que o PP deixou perfeitamente encarreirada.

Feijó confia na "inteligência" do BNG

O terceiro exemplo do maximalismo da extrema-direita espanhola temo-lo nas palavras do líder da sucursal galega do PP, que após a sua reuniom com Peres Tourinho confirmou que ambos pactuárom a exclusom da definiçom nacional da Galiza no novo texto estatutário. Isso sim, Núñez Feijó ofereceu ao BNG que, umha vez fique amarrado o articulado "sério", poderá ceder "um parágrafo no preámbulo" para que fique reflectida, "a simbologia do sentimento galeguista" (sic).

Feijó dixo confiar nos "nacionalistas inteligentes" e na "lealdade constitucional" do BNG na hora de consensualizar um novo Estatuto que, cada vez mais claramente, se apresenta como umha reediçom do café para todos constitucional. Também Rajoi advertiu em Madrid de que o PP velará pola exclusom do conceito de naçom do novo estatuto da Galiza.

Graças à intransigência do PP, ao espanholismo mal maquilhado do PSOE, e à "lealdade constitucional" do BNG, os direitos históricos e nacionais da Galiza ficarám, mais umha vez, fora do texto cedido por Madrid. Além do mais, a "compreensom" e "mao esquerda" do PSOE e o BNG fam com que o PP poda tirar proveito da sua aposta maximalista, mostrando o seu rosto mais extremista com total impunidade.

 

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