Vigo mobiliza-se contra novos recheios na ria

25 de Novembro de 2006

Meia centana de barcos aderírom à manifestaçom de ontem em frente da factoria da trasnacional Pescanova, em protesto polo início das obras de recheio ilegal de 6.800 metros quadrados no cais de acesso à referida firma.

Também a sede da Autoridade Portuária viguesa registou umha concentraçom polo mesmo motivo, bem como polos recheios previstos para Cangas e Bouças, este último de 75.000 metros quadrados, segundo as pretensons de Abel Caballero, presidente da entidade portuária de Vigo.

Entidades populares como a Plataforma em Defesa da Enseada de Sam Simom ou o Foro Social de Cangas, bem como a vizinhança organizada de Bouças, rejeitam os projectos, que violam os preceitos ambientais previstos pola Rede natura, onde se integra o espaço protegido da enseada de Sam Simom, atingido por um dos recheios.

No caso de Cangas, o empreendimento promovido pola empresa Marina Atlántica SA visa a construçom de um grande espaço hoteleiro, desportivo e residencial numha grande manobra especulativa sobre os terrenos industriais que ocupara a conserveira Massó.

A oposiçom vicinal mantém paralisada a agressiva actuaçom urbanística, fazendo guarda dia após dia para impedir o avanço das obras. A alternativa do Foro Social é a titularidade pública dos terrenos e a manutençom das zonas marisqueiras, ameaçadas pola operaçom urbanística e turística. Tal como no caso de Vigo, Abel Caballero defende a agressom ambiental e social que suporia a imposiçom do projecto privado, defendendo, nos três casos, a "inocuidade" dos projectos.

Em Bouças chove no molhado

O maior dos recheios é o de Bouças, com 300.00 m2, num projecto dirigido ao aumento de espaços portuários, nomeadamente o armazenamento de contentores. A pretensom de atingir os 20 metros de fundo obriga à dragagem de 140.000 m2 de rocha, por meio de explosivos que destruirám boa parte da vida marinha da área afecada.

Além disso, o acesso à ria ficaria estrangulado com a reduçom da distáncia entre Bouças e Cangas a menos de umha milha, numha obra que viria a desfigurar ainda mais a paisagem da ria viguesa, empobrecendo a qualidade de vida dos milhares de pessoas que vivem em torno dela.

 

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No caso de Bouças, chove no molhado, pois existe já um recheio , e o alargamento do já existente estrangularia a passagem da ria