PSOE recorre à violência policial para defender os interesses de Reganosa

O cais de Corujeiras, em Ferrol, foi tomado por forças policiais ao serviço de Reganosa

9 de Maio de 2007

Umha violenta carga policial às 10 da manhá de hoje permitiu, ao terceiro dia, que o gaseiro entrasse em direcçom à planta de gás de Mugardos, impedindo que os mariscadores e mariscadoras embarcassem para lhe barrar a passagem por quarta vez consecutiva.

As carrinhas da Polícia espanhola ocupárom o cais desde bem cedo, com dúzias de fardados em atitude ameaçadora

As ameaças de Manuel Ameixeiras, delegado do Governo espanhol, cumprírom-se, o que denominou "violência legítima do Estado" agiu no cais de Corujeiras, em Ferrol, contra umha centena de pessoas concentradas, impedindo que os mariscadores voltassem a sair à ria. O despregamento de fardados foi impressionante na manhá de hoje, com dúzias de efectivos das forças de choque da Polícia espanhola (por volta dos 70), duas patrulheiras marítimas e duas zodiacs da Guarda Civil, além de um helicóptero desse mesmo corpo armado. Também fôrom reconhecíveis, no mínimo, quatro polícias secretos a tentar infiltrar-se entre as pessoas concentradas.

As ameaças de agressom das forças policiais da "democracia espanhola" nom impedírom que numerosos ferrolanos e ferrolanas se concentrassem

Violência institucional contra os de sempre

Nom é exagero falar de um operativo por terra, mar e ar das forças repressivas contra a populaçom civil, porque, de facto, aconteceu literalmente assim. Provocaçons contínuas às pessoas concentradas, agressons a pessoas com deficiências físicas, a um jornalista e a outras duas pessoas.

Nom é exagero falar de despregamento por terra, mar e ar das forças repressivas. Na imagem, patrulheira e zodiac da Guarda Civil

Mais umha vez, ficou à vista a funçom dos corpos repressivos, defensores dos interesses privados de Reganosa, que se laiou nos últimos dias das "perdas económicas" ocasionadas polas mobilizaçons populares. Em lugar de evitarem que um barco com mercadoria perigosa aceda sem licença ao interior da ria, as forças policiais mandadas polo PSOE e encorajadas polo líder "regional" do PP, que ontem pediu umha "actuaçom" imediata, utilizam mais umha vez a violência contra o povo.

A polícia mostrou em todo o momento predisposiçom para agredir as pessoas concentradas, o que acabou acontecendo

Várias pessoas contusionadas e o impedimento físico de umha assembleia na lota provocou a dispersom das pessoas concentradas em Corujeiras, cujo "grande crime" é exigirem condiçons de segurança para a comarca. Ficamos agora à espera da avaliaçom que dos factos irám fazer o PSOE e o BNG, co-responsáveis do projecto de Reganosa, mas tememos estar perante outro ámbito do letal "consenso" entre as três principais forças institucionais.

Como se vê, a polícia nom véu a Ferrol com um talante especialmente "dialogante"

Ontem o barco foi bloqueado pola terceira vez

Antes da actuaçom violenta de hoje, à tardinha de ontem houvera outra tentativa frustrada de acesso à ria de Ferrol por parte do gaseiro. Mais de 300 pessoas concentradas no cais de Corujeiras recebêrom coreando "a ria é nossa, e nom de Reganosa!", e "planta de gás, fora da ria!" as pequenas embarcaçons que impedírom que o perigoso barco carregado de gás entrasse até Mugardos.

Imagem da concentraçom de ontem em Corujeiras. Ao fundo, os depósitos da planta de gás de Reganosa

Entre as pessoas que participárom do bloqueio encontrava-se a actriz Mabel Ribera, muito comprometida com diferentes causas populares, inclusive as que, como a luita contra Reganosa, nom contam com a etiqueta de "politicamente correctas" que o PSOE e o BNG pretendem atribuir. Em Corujeiras, concentrárom-se sectores populares diversos, incluídos membros de entidades ecologistas como Verdegaia, de NÓS-UP e em geral da esquerda independentista, de IU, de associaçons vicinais, e inclusive membros do BNG demitidos meses atrás de cargos institucionais.

Mais de 300 vizinhos e vizinhas de Ferrol estivérom concentrados ontem desdes as 19 às 21,30 horas no ferrolano cais de Corujeiras

A exemplar luita do Comité de Emergência e dos restantes sectores populares que levam anos a fazer frente aos planos de Reganosa, do PP, do PSOE, do BNG e de Tojeiro, deve continuar. Daqui aplaudimos a actuaçom dos sectores mais conscientes do povo trabalhador trasanquês, protagonista desta luita contra os interesses concretos do neoliberalismo predador e dos seus cúmplices, acomodados nas instituiçons públicas.

Entre as pessoas concentradas hoje em Corujeiras, houvo quem perguntasse até quando continuaria o povo a entregar o seu voto às mesmas forças políticas que mandam a polícia malhar na gente...

 

Imagem parcial do recebimento às embarcaçons que ontem conseguírom barrar a passagem ao gaseiro

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Populaçom trasanquesa barra por duas vezes o acesso de um perigoso gaseiro à planta de gás. (+...)

 

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