BNG defende em Madrid privatizaçom de estaleiros públicos

6 de Fevereiro de 2007

O deputado e a deputada do BNG no Congresso espanhol insistírom ontem na sua proposta privatizadora como melhor opçom de futuro para os estaleiros de Trasancos, no noroeste da Galiza. Francisco Rodrigues reclamou a venda do estaleiro de Fene à empresa viguesa Barreras, acompanhada de um levantamento do veto institucional à construçom naval civil por parte desse estaleiro. Assim, o estaleiro orientado à construçom naval militar seria o derradeiro reduto de emprego público, passando o resto a maos de umha firma privada numha operaçom que Rodrigues qualificou de "projecto fiável".

A direcçom de Barreras já declarou concordar com o BNG e estar disposta a comprar o estaleiro público nas condiçons propostas polo secretário-geral da UPG. Ambos parecem concordar em que apenas a entrega ao empresariado privado pode fazer viável a construçom civil de barcos nos estaleiros galegos, como se o factor determinante de que se tenha chegado à situaçom actual fosse do seu carácter público.

O deputado Francisco Rodrigues, o conselheiro da Industria Fernando Branco, o vice-presidente da Junta, Anxo Quintana e diversos presidentes de Cámaras Municipais do BNG na comarca trasanquesa levam um ano a defender as receitas neoliberais como única via para "salvar" os estaleiros públicos galegos: a sua privatizaçom.

Os sindicatos, por seu turno, tenhem manifestado repetidamente o seu rechaço à "fórmula mágica" do Bloque, que no entanto conta com o apoio do Partido Popular.

CIG contesta posiçons do BNG

Um dos que mais claramente avaliárom a proposta da Conselharia da Indústria e o BNG, de parámetros sindicais, foi o secretário comarcal da CIG em Trasancos, Xesus Anxo L. Pintos, que manifestou nos últimos dias o seu rejeitamento explícito aos planos privatizadores: "A CIG aposta num projecto integral público para os estaleiros da ria de Ferrol", um plano, sublinhou, que "inclui a construçom, reparaçom e transformaçom de embarcaçons", já que, em palavras de Pintos, "os dous estaleiros da ria estám capacitados para isso".

Sobre as posiçons do BNG neste tema, o líder comarcal da CIG em Trasancos definiu-nas como "o mundo ao contrário", pois a actual proposta de privatizaçom do Bloque bate com a aposta histórica dessa organizaçom no sector público, nomeadamente no que denominou como "um sector estratégico nacional". Além do mais, Pintos destacou a falácia de ligar privatizaçom com construçom de buques: "os acordos [da SEPI] com Bruxelas impedem que em Fene sejam feitos barcos, ainda que o estaleiro fosse privatizado". "O problema", lembrou, "é o veto político que sofre esta comarca para que o naval nom erga a cabeça".

O secretário comarcal da central nacionalista acrescentou ainda que "nom se pode dizer que nom há nada a fazer enquanto Astano for público, como sustentam da [Conselharia da] Indústria, e apresentar a privatizaçom como soluçom", deixando claro que "se Astano for privatizado, precariza-se. Todo aquilo que no sector público nom é rendível e no privado sim, é porque aí se precariza. Vemo-lo nas auxiliares."

Xesus Anxo L. Pintos concluiu a sua rotunda exposiçom com um apelo: "Há que luitar por reclamar esses 20% de construçom civil para Fene, mas sempre dentro do sector público".

 

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