Cresce unidade em torno da demanda popular de selecçons nacionais oficiais

2 de Janeiro de 2006

A brutal actuaçom policial nom pudo ocultar o forte apoio demonstrado na rua de maneira praticamente unitária polos mais diversos sectores populares sobernistas à reivindicaçom de selecçons nacionais de carácter oficial.

Um ano depois da estreia da selecçom galega de futebol após décadas de desapariçom forçada polo franquismo e a sua continuaçom juancarlista, o futebol galego voltou a viver umha jornada de festa e reivindicaçom dos direitos nacionais.

Mais umha vez, o colectivo de Siareir@s Galeg@s foi exemplo do que deve ser a unidade popular à volta de luitas que encarnam a necessária ruptura democrática e a sua concreçom em chave soberanista. Assim, neste ano foi alargada a uniom de sectores populares atrás das reivindicaçons e convocatórias d@s Siareir@s, com a única excepçom dos mais comprometidos com a dirigência autonomista co-governante na Junta da Galiza.

Polícia espanhola marca presença: paus na festa

E mais umha vez também, a polícia espanhola voltou a marcar presença, desta vez carregando brutalmente contra a grande manifestaçom prévia ao jogo Galiza-Equador. Por volta de 2.000 pessoas marchárom polas ruas da Corunha em defesa da oficialidade das nossas selecçons, e mostrando o seu rechaço à imposiçom da bandeira espanhola de grandes dimensons que preside o passeio do Orçám, quando a coluna manifestante passou ao pé da mesma.

Quando @s manifestantes estavam a ponto de retirar o símbolo do imperialismo "rojo-y-gualda" do grande mastro da costa corunhesa, a violência policial impediu-no, pondo em perigo a integridade de numerosas pessoas com carrinhas a perseguir manifestantes a grande velocidade e cargas com todo o tipo de material de choque.

Mais umha vez, os representantes institucionais justificárom a violência dos fardados e a impunidade voltou a marcar a actuaçom do corpo repressivo espanhol no nosso país. Diversas organizaçons sociais criticárom as agressons policiais, a começar pol@s própri@s Siareir@s Galeg@s. É o caso de NÓS-Unidade Popular ou a própria CIG, entre outras. Naturalmente, nom queremos deixar de somar a nossa voz de denúncia por essa nova mostra de a quem e a quê é que os violentos polícias espanhóis servem.

Sucesso de público e clara reivindicaçom

A jornada do dia 28 serviu para várias cousas. Para já, foi umha nova demonstraçom de que a Galiza pode e deve ter presença oficial em todo o tipo de manifestaçons desportivas ao nível de qualquer outro país do mundo.

Isso é o que reclamárom milhares de galegos e galegas na Corunha, aumentando claramente o número das participantes de umha jornada semelhante doze meses antes, em Compostela. Umha reivindicaçom que deve ser ouvida polas autoridades da Junta: nom chega com um jogo amigável ao ano.

Devem ser dados passos firmes no caminho de oficializar a nossa presença em todas as especialidades e categorias, masculinas e femininas, profissionais e amadoras, e deve também investir-se a sério no desporto de base, o que até agora nom aconteceu.

Exemplo da necessária unidade pola autodeterminaçom

Mas, além do dito, a reivindicaçom dos direitos nacionais no ámbito desportivo serviu para encenar a unidade de sectores sociais e políticos diversos, mas adscritos ao soberanismo e a esquerda. Ao contrário do que sucedeu no ano anterior, também a militáncia juvenil do BNG aderiu maioritariamente à convocatória de Siareir@s Galeg@s, junto às jovens militantes independentistas e a outros sectores juvenis que, sem militáncias orgánicas, simpatizam com o projecto da emancipaçom nacional galega.

De facto, só um reduzido grupúsculo ligado directamente aos interesses institucionais e políticos da direcçom do BNG ficou auto-excluído da manifestaçom unitária. Umha unidade que pode e deve ser estendida, partindo do respeito ao que cada sector é e representa, a outros ámbitos em que a reivindicaçom autodeterminista se concretiza.

A esquerda independentista em que o nosso partido se inscreve demonstrou a disponibilidade para essa tarefa patriótica comum, que situa a demarcaçom em relaçom ao autonomismo e às instituiçons, juntamente com a autodeterminaçom e os parámetros inequivocamente de esquerda, como mínimos comuns irrenunciáveis. A jornada do dia 28 marcou, com certeza, o caminho para luitarmos por umha Galiza realmente invicta.

 

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