Ditador chileno morreu impune: "Pinochet, al cajón, por fascista y por cabrón"

11 de Dezembro de 2006

A festa do povo chileno nom pode ser completa, apesar da desapariçom física do protagonista do pior pesadelo da histórica contemporánea chilena. Tal e como afirmou o escritor uruguaio Mario Benedetti, "a morte ganhou à justiça", devido às contínuas demoras que permitírom ao genocida evitar um julgamento e, sobretodo, pagar polos crimes que protagonizou sob patrocínio ianque.

A impunidade com que morreu o milionário assassino escreve umha nova página da vergonhosa história da justiça capitalista, e de como os aparelhos alegadamente "democráticos" protegem os seus serventes. No caso de Augusto Pinochet, a sua chegada ao poder estreou-se, mediante golpe de estado a 11 de Setembro de 1973, com um magnícidio: o assassinato do presidente eleito Salvador Allende. A seguir, por volta das 3.200 pessoas fôrom vítimas mortais do militar fascista, 1.192 das quais ainda hoje desaparecidas. O número de torturad@s estima-se em 28.000 e o de exilad@s em 300.000, se bem é possível que os números sejam ainda maiores, já que se trata de estimativas oficiais.

Durante os últimos anos, o ditador foi "submetido" a diversas tentativas e amagos de julgamento, dadas as evidências que o ligavam directamente às operaçons "Côndor" e "Colombo", bem como à "Caravana da morte", operativos ordenados por Pinochet para o extermínio de opositores políticos, nomeadamente ligados a sectores revolucionários, mas nem só.

Augusto Pinochet acabou morrendo na cama e no próprio Chile, sem que a justiça democrático-burguesa agisse finalmente para o obrigar a render contas polo seu passado, incluído o roubo maciço de bens do Estado que a família oculta em contas suíças e noutros paraísos fiscais.

Reconhecimento oficial para um assassino

Nom só nom houvo julgamento contra o genocida, como haverá homenagens oficiais, velório em edifícios públicos, bandeiras a meia haste e presença da ministra da Defesa, Viviane Blanlot, nas exéquias. Toda umha mostra da qualidade da pseudo-democracia chilena, em que, tal como aconteceu no Estado espanhol à morte de Franco, os militares golpistas continuam a manter importantes molas de poder sob controlo.

O presidente do país apelou para "a manutençom da imparcialidade" diante da morte do fascista, enquanto o Exército chileno já garantiu que haverá honras militares, cámara ardente e desfile com os restos polas ruas da capital.

De resto, a impunidade dos fascistas chilenos é a mesma com que ainda a dia de hoje contam os seus co-religionários espanhóis, responsáveis, só na Galiza, por massacres numéricamente mui superiores aos da era Pinochet, apesar do qual continuam inclusive a manter monumentos, títulos académicos e outras honras oficiais das instituiçons tam pomposa como falsamente autoproclamadas "democráticas".

Deste canto do continente europeu chamado Galiza, queremos como revolucionári@s e internacionalistas fazer chegar ao povo chileno os nossos parabéns pola morte do velho fascista, ao tempo que nos somamos às denúncias dos sectores populares do Chile pola impunidade de Pinochet e o resto da classe dirigente que o subiu ao poder, com o patrocínio norte-americano. Com os irmaos e irmás de classe do país latino-americano, coreamos um sincero e emocionado: "Pinochet, al cajón, por fascista y por cabrón!".

 

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A lógica celebraçom pola desapariçom física do carniceiro vê-se ensombrecida pola impunidade que o acompanhou à cova