Com certeza que nom foi a ETA

Imagem da manifestaçom do dia 12 de Março de 2004 em Compostela. Anxo Quintana e Suso Seixo marcham junto a Manuel Fraga e Peres Tourinho em defesa da Constituiçom espanhola

3 de Novembro de 2007

O historiador, escritor basco e ex-dirigente de Herri Batasuna, Floren Aoiz, publica hoje no diário Gara um artigo de opiniom que lembra as verdadeiras posiçons de uns e outros nos primeiros momentos do ataque indiscriminado contra a populaçom civil de Madrid, no dia 11 de Março de 2004. Todas as forças políticas institucionais, incluído nacionalismo autonomista galego, apontárom para a ETA nos primeiros dias. Agora todas elas atribuem ao PP em solitário a chamada "teoria da conspiraçom".

Com certeza que nom foi a ETA

Floren Aoiz

O diário «El País», que abria umha das suas ediçons de aqueles dias de Março de 2004 com um contundente "Carnificina da ETA em Madrid", manifesta satisfaçom agora pola sentença da Audiência Nacional sobre o 11-M. No seu editorial de 1 de Novembro, di dela que "nom pudo ser mais clara e contundente: de conspiraçom, nada, da ETA, nem rasto". Acrescenta o diário: "Um a um, desmonta todos os infúndios lançados durante mais de três anos, num feroz desafio às instituiçons democráticas e ao funcionamento do sistema constitucional". Em vao espere ninguém que os redactores do editorial fagam qualquer referência à sua mensagem dos momentos a seguir ao atentado, quando nom duvidárom em dar eco ao "infúndio". Nula autocrítica: os únicos que tentárom misturar a ETA no massacre som os do PP e os porta-vozes da direita mediática, a começar pola rádio dos bispos.

Todo um alarde de hipocrisia na distáncia que vai de assinalar a ETA directamente em 2004 a afirmar com satisfaçom em 2007 que umha decisom judicial esclareça que nom foi detecado rasto da ETA na trama dos atentados. Mas, repare-se, "El País" é apenas um exemplo. O mesmo figérom outros meios e também dirigentes como Ibarretxe, ou Patxi Zabaleta. Nengum dos políticos que com os comboios ainda a fumegar bradárom asneiras contra a esquerda abertzale realizou nunca um só gesto de autocrítica. De facto, apresentárom-se como vítimas de um engano a que na realidade se entregárom imediata e submissamente. Corrêrom como lebres assustadas, e faltou-lhes tempo para aderirem à cruzada contra a esquerda abertzale, que todo o mundo via vir no curtíssimo prazo.

Agora, todos eles, cujas baixezas ficárom ficárom registadas para todo o sempre nas hemerotecas, celebram umha sentença que -dim- lhes deu a razom e desautoriza os defensores da teoria da conspiraçom. E ocultam que eles fôrom parte dessa conspiraçom nos seus primeiros passos; nom vítimas, mas cúmplices, que é mui diferente.

Podem ser feitas muitas avaliaçons sobre a sentença e as suas conseqüências políticas, mas também há que lembrar que naqueles duros e tristes dias de Março de 2004 alguns nom duvidárom em alinhar com as mentiras do PP.

 

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