1º de Maio: NÓS-Unidade Popular contra o incremento dos preços

29 de Abril de 2008

NÓS-Unidade Popular afronta um novo 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário, com umha campanha contra a carestia da vida registada na Galiza durante o último ano, que véu confirmar umha tendência que remonta à última década de perda sustentada de poder aquisitivo por parte da classe trabalhadora galega. Oferecemos a seguir o comunicado difundido por NÓS-UP nos últimos dias.

1º de Maio: Que os ricos paguem a crise. Basta de incremento de preços

A classe trabalhadora leva mais de umha década perdendo poder aquisitivo, conquistas e direitos laborais, assistindo ao sistemático corte das liberdades fundamentais.

Porém, nos ultimos anos, este processo característico das políticas neoliberais aplicadas polos governos espanhóis do PP e PSOE –mas também pola Junta autonómica do PSOE-BNG– tem provocado um importante incremento da carestia da vida com a congelaçom salarial e a suba de produtos básicos da alimentaçom, energia e transportes.

Cada vez custa mais chegar a fim de mês, cada vez os salários e as pensons de miséria tenhem menos valor, cada vez se podem comprar menos cousas com idêntico dinheiro polo imparável aumento da inflaçom. Leite, pam, fruta, carne, combustíveis, gás, electicidade, etc, nom param de aumentar semana após semana, tornando cada dia mais difícil a vida da imensa maioria social galega que configuramos o povo trabalhador.

Som reformados, juventude, trabalhadoras e trabalhadores em precário, desempregad@s que padecem com maior intensidade os efeitos da crise e recensom económica.

Porém, os ricos cada vez som mais ricos, amassam mais e maiores fortunas. Bancos, indústrias, grandes empresas de serviços privatizados, anunciam ano após anos maiores benefícios. Sem pudor e com absoluta impunidade, a burguesia nom oculta os seus obscenos lucros à custa de sobreexplorar a classe obreira e restringir conquistas e direitos laborais.

As reformas laborais permanentes pactuadas com o corrupto sindicalismo espanhol e apoiadas de forma praticamente unánime pola corrupta e cleptocrática casta que hegemoniza a política institucional som consequência dos acordos que reformárom o franquismo nesta pseudodemocracia, mas também pola ausência de representaçom política de classe.

Convém lembrar que umha das primeiras medidas aprovadas polo conjunto dos deputados e deputadas do parlamentinho autonómico em Março de 2006 foi incrementar o seus milionários salários, atingindo ordenados mínimos superiores aos 4.000€ por mês. Posteriormente, no final do Verao do ano passado, PP, PSOE e BNG acordárom mudar a legislaçom da funçom pública, concedendo umha retribuiçom vitalícia de 15.000€ para todos aqueles/as funcionári@s que tenham ocupado cargos na Administraçom autonómica. Isto significa mais de mil euros por mês, enquanto as estatísticas oficiais constatam que som mais de 700 mil as galegas e galegos com rendimentos inferiores a 600€ mensais, e que o salário médio da Galiza é inferior ao do ano 2000, com os ordenados mai baixos do Estado.

Tourinho ganha mais de 80 mil euros por ano e Quintana por cima dos 71 mil dos Conselheir@s. Mas altos funcionários do regime como a presidenta do parlamentinho superam os 110 mil euros, os conselheiros da CRTVG perto de 120 mil. E assim um longo et cétera. Eis a realidade!

A casta política profissional, independentemente da sigla e da retórica –PP, PSOE, BNG e IU–defende intereses similares, enriquece-se e obtém enormes privilégios à custa do povo trabalhador, legislando para Amáncio Ortega, Manuel Jove, Tojeiro ou Carmela Arias.

Som horas de mudarmos esta situaçom. É necessário deter a voracidade ilimitada da burguesia. O patronato só pode ser freado mediante a luita unitária e organizada da nossa classe.

As trabalhadoras e trabalhadores galegos, o conjunto dos sectores populares, nom podemos continuar impassíveis e ancorados na resignaçom paralisante. Há que mobilizar-se, protestar, reivindicar, exigir responsabilidades. Há que participar activamente nas luitas das empresas e centros de trabalho, implicar-se nelas, evitar que sejam instrumentalizadas polas burocracias sindicais para favorecer interesses políticos espúreos. É preocupante o grau de dependência de umha parte da dirigência sindical galega em relaçom a directrizes partidárias alheias aos interesses da nossa classe e à imensa maioria dos filiados e filiadas da CIG.

De NÓS-Unidade Popular, temos claro que a única saída para a crise é a autoorganizaçom obreira e popular, para enfrentar de maneira unitária as políticas neoliberais, respondendo a cada agressom com mais autoorganizaçom e mais luita. Luita sindical e política, à margem de qualquer dependência dos centros de poder do sistema, tanto dos patronais como dos partidários.

 

Viva a Classe Obreira Galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva Galiza Ceive, Socialista e nom patriarcal!

 

Galiza, 1º de Maio de 2008

 

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