Milhares de trabalhadores e trabalhadoras galegas manifestam-se no Dia do Internacionalismo Proletário

2 de Maio de 2008

A classe trabalhadora galega voltou a sair às ruas em manifestaçons convocadas por diferentes organizaçons sindicais nas principais cidades e vilas do País. Se bem a participaçom foi nalguns casos maior do que em anos anteriores, os sindicatos voltárom a difundir números irrealistas, num (auto)engano que consideramos especialmente preocupante no caso do sindicalismo autoconsiderado 'combativo'.

Além dos já 'tradicionais' exageros, salientou neste ano polo lado positivo e crescente participaçom de trabalhadores e trabalhadoras imigrantes; porém, do lado negativo, cada vez é mais inexplicável a presença nas manifestaçons sindicais de membros qualificados do Governo da Junta, em muitos casos responsáveis directos por conflitos laborais concretos que no último ano afectárom a centenas de trabalhadores e trabalhadoras galegas.

Em concreto, as manifestaçons dos sindicatos espanhóis contárom com numerosos dirigentes do PSOE, enquanto às da CIG assistírom conselheiros e outros dirigentes do BNG, deixando uns e outros em evidência a falta de autonomia dos projectos sindicais em relaçom aos poderes institucionais, o que foi ainda mais evidente escuitando os discursos de alguns secretários comarcais.

Noutros casos, pudérom ouvir-se alocuçons com maior compromisso social e à margem das directrizes do BNG, que chegárom a incomodar alguns altos cargos da Junta, mas é evidente que resta um caminho por andar até que a direcçom sindical nacionalista consiga espreguiçar-se da influência do autonomismo neoliberal.

Por seu turno, a esquerda independentista voltou a aderir às convocatórias da CIG, participando NÓS-Unidade Popular e BRIGA com faixas próprias, além da intervençom directa de filiados e filiadas do sindicato que militam em NÓS-UP ou na entidade juvenil independentista.

Pudérom ver-se faixas de organizaçons independentistas nas manifestaçons da CIG em Ferrol, Vigo, Corunha, Ponte Vedra, Compostela e a Corunha. Tanto NÓS-Unidade Popular como BRIGA figérom campanha agitativa nos dias prévios ao 1º de Maio, e a entidade juvenil organizou um bem sucedido concerto em Ferrol, com umha importante assistência da base social da CIG nessa comarca.

 

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