25-N: NÓS-UP apela a "fazer frente ao machismo"

25 de Novembro de 2007

A esquerda independentista difundiu um comunicado em relaçom ao Dia Internacional contra a Violência Machista. NÓS-UP considera insuficiente o grau de consciencia social e as medidas políticas na matéria. Eis o comunicado completo difundido por NÓS-Unidade Popular.

25-N: Fai frente ao machismo

Embora a violência machista seja um tema de plena actualidade, o certo é que a nossa sociedade ainda nom é verdadeiramente consciente da gravidade do assunto.

A maneira de focar a questom por parte dos meios de comunicaçom ou os discursos deficientes e pouco claros das instituiçons responsáveis fam necessária umha diagnose muito mais realista, incidindo em dados empíricos que sem dúvida porám de manifesto que as medidas que se estám a tomar contra esta forma de terrorismo som insuficientes e pouco efectivas.

O que sai à luz nos media som fundamentalmente casos isolados de violência física; no entanto, recentes dados oficiais revelam que anualmente por volta de 170.000 mulheres galegas padecem algum tipo de violência machista (10% a maos dos seus pares); e, segundo dados do Serviço galego de Igualdade, nos primeiros oito meses de 2007 recolhêrom-se um total de 2.198 denúncias, para além das cinco mulheres assassinadas. Assim mesmo, a OMS assegura que, cada 16 segundos, umha mulher é vítima do terrorismo machista em algum lugar do mundo.

Há dous campos fundamentais em que se deve incidir: de umha parte, é necessário um modelo co-educativo de ensino que colabore na formaçom de umha mocidade com atitude crítica face o terrorismo machista. A Junta da Galiza deve pôr em andamento um plano nacional de combate às mais variadas formas de sexismo, em colaboraçom com toda a comunidade escolar e as organizaçons feministas e de mulheres, com o objecto de mudar mentalidades e erradicar preconceitos e atitudes sexistas, com o objectivo de dar passos firmes na construçom dumha sociedade igualitária.

De outra parte, há que procurar a coerência no discurso dos meios de comunicaçom, nomeadamente a televisom, pois é intoleravelmente hipócrita que apresentem anúncios contra os maus tratos quando umha alta percentagem dos seu programas apresentam a mulher como um simples objecto.

Solicitamos o controlo, análise e retirada dos espaços supostamente destinados às mulheres que só contribuem para a dominaçom, exploraçom e opressom da mulher, assim como a eliminaçom do uso denigrante, agressivo e vexatório das mulheres na publicidade e em qualquer outro espaço da programaçom nos meios de comunicaçom de titularidade pública.

Somos conscientes de que a soluçom nom chegará enquanto perdurar o sistema capitalista e patriarcal em que vivemos; no entanto, além do exposto anteriormente, fazemos algumhas outras propostas urgentes como ponto de partida a ter em conta polas instituiçons:

· Mudanças laborais que garantam a igualdade salarial e de condiçons entre mulheres e homens.

· Criaçom de políticas laborais específicas destinadas a fomentar a independência económica das mulheres maltratadas, priorizando a sua contrataçom nos centros de trabalho.

· Políticas sanitárias que proporcionem à mulher as atençons necessárias, assim como um serviço de emergência as 24 horas a disposiçom das mulheres que sofrem maus tratos.

· Incremento das casas de acolhimento.Só com vontade de mudar o problema de raiz e com o compromisso colectivo conseguiremos pôr fim a esta lacra.Todos os dias som 25 de Novembro!

Paremos o terrorismo machista!

Galiza, 25 de Novembro de 2007

 

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