NÓS-Unidade Popular pede a abstençom nas eleiçons espanholas

2 de Março de 2008

A Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular fijo público um comunicado em que se manifesta favorável a umha posiçom abstencionista na convocatória eleitoral do próximo dia 9. Achamos conveniente reproduzir na íntegra o comunicado difundido pola organizaçom independentista e socialista galega.

9 de Março: ABSTENÇOM!

A convocatória de eleiçons espanholas para o mês de Março supom, como sempre e também na Galiza, a activaçom das maquinarias partidárias e mediáticas com o intuito de garantir umha participaçom suficiente que legitime o regime monárquico espanhol. Ao mesmo tempo, servirá para dirimir que sector da direita espanhola governará no Estado durante os próximos quatro anos: a extrema representada pola candidatura do Partido Popular, ou a social-liberal do PSOE, sobre cujas limitaçons tivemos suficientes mostras na legislatura que agora finda.

A convocatória de Março nom servirá, todo o mundo sabe, para determinar que modelo socioeconómico será aplicado a partir do dia 9 Março: o neoliberalismo é o modelo assumido por todas as candidaturas com possibilidades de atingir representaçom; tampouco abrirá novas expectativas para a autodeterminaçom nacional da Galiza: para além da radical negaçom desse direito no pseudodemocrático sistema espanhol actual, a única candidatura galega com possibilidades de conseguir representaçom em Madrid, o BNG, aspira só a ‘mais competências’ e nom ao exercício de um direito essencial para o nosso futuro como povo.

O desejável seria, sobretodo numha convocatória eleitoral como esta, utilizar a votaçom para que a base social soberanista se expressasse, mesmo que fosse simbolicamente, através de umha candidatura própria que, com uns mínimos programáticos mui claros, apresentasse a autodeterminaçom e o socialismo como sinais de identidade comuns à pluralidade da nossa esquerda nacional, junto a umha clara identidade antipatriarcal.

Apesar de que o sistema eleitoral e parlamentar espanhol garante que as opçons soberanistas das naçons sem Estado ficam neutralizadas polo conjunto do eleitorado espanhol, a afirmaçom simbólica do sector social autodeterminista e anticapitalista seria altamente positiva.

No entanto, mais umha vez, devemos admitir o fracasso de qualquer expectativa eleitoral com que fazer frente à maré espanholizadora e neoliberal que nos abafa como naçom e como classe.

Por isso, tendo em conta que nom som as eleiçons espanholas o mais importante ámbito de confronto eleitoral para a esquerda independentista galega, NÓS-Unidade Popular opta por nom apresentar candidatura própria nesta ocasiom, à espera de que nos próximos meses poda avançar-se na direcçom de contarmos, de cara às eleiçons autonómicas de 2009, com umha candidatura com as características descritas. Nessa ocasiom, será imprescindível que umha proposta assim se apresente e, se as forças da esquerda nacional tenhem suficiente madurez e compromisso, evitemos a sua dispersom em mais de umha candidatura.

Em definitivo, nom existindo nesta ocasiom umha opçom eleitoral que poda representar a pluralidade do nosso movimento soberanista e de esquerda, NÓS-Unidade Popular defende o abstencionismo como melhor fórmula para, de umha parte, questionar o sistema eleitoral e político espanhol e, de outra parte, negar qualquer cheque em branco às forças autonomistas e reformistas, que já nos tenhem demonstrado o infame tráfico a que submetem o aval eleitoral do povo trabalhador.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 2 de Março de 2008

 

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