Primeiros meses de 2008 marcam tendência em alta dos acidentes laborais na Galiza

23 de Março de 2008

Se bem em relaçom a Fevereiro de 2007 houvo umha vítima mortal menos na Comunidade Autónoma da Galiza (passando de 6 a 5 mortes), o número de acidentes aumentou no passado mês de Fevereiro em 34,4%, atingindo 4.729, mais 1.212 do que no mesmo mês de 2007, com destaque para os graves, mais cinco do que em Fevereiro do ano anterior. Concretamente, no mês passado houvo 69 acidentes graves, o que representa um aumento de 7,8%.

Já nos dous primeiros meses deste ano, a sinistralidade laboral com resultado de morte aumentou em 54,5% em relaçom aos mesmos meses do ano anterior, passando-se de 11 a 17 mortes. Nos dous primeiros meses do actual ano foi registada, portanto, umha média 163 siniestros por dia, segundo dados oficiais.

O maior aumento produziu-se na indústria e na construçom, diminuindo no sector dos serviços. Há que lembrar que no ano passado a Galiza aumento em 2,63% o número de acidentes laborais, enquanto no conjunto do Estado havia umha queda de 12,6% no mesmo período. No nosso país, nem sequer a desaceleraçom do sector imobiliário fijo por enquanto com que diminuíssem os acidentes no sector da construçom civil no ano actual.

Convém também sublinhar as características do perfil do trabalhador acidentado na Galiza: jovem de entre 16 e 25 anos, com um contrato inferior aos seis meses e sem qualificaçom. Nom pode negar-se que a precariedade laboral mata, nem que a Galiza tem um dos mercados laborais mais precarizados da Uniom Europeia. A relaçom entre ambos factores é, portanto, indubitável.

 

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