Mais acidentes laborais, na terra e no mar, e ninguém responde

7 de Setembro de 2007

Ultima hora: Poucas horas depois de ser redigida esta informaçom, outro trabalhador morreu no posto de trabalho, desta vez nas obras do AVE no Carvalhinho, e outros quatro ficárom feridos.

A desmobilizaçom, próxima da paralisia, do movimento operário, continua a impedir a resposta necessária aos contínuos acidentes num mercado laboral, o galego, marcado polas extremas precariedade e exploraçom. Só no dia de ontem, há que registar a desapariçom de um marinheiro perto de Corrubedo e a morte de um trabalhador das limpezas da autoestrada AP-9, no troço entre Ordes e Compostela.

No caso do operário encarregado da manutençom da autoestrada, trata-se de um trabalhador de umha empresa subcontratada para a limpeza das valetas, de 35 anos, atropelado por um carro que circulava pola mesma via.

Um terceiro acidente aconteceu em Fene, onde um operário de 27 anos ficou ferido ao ser também atropelado quando limpava umha estrada desse concelho. O impacto produziu-lhe a rotura do fémur.

Nom tendo trascendido mais dados sobre as empresas subcontratantes, haverá que lembrar a responsabilidade da empresa principal (neste caso, AUDASA), sobre as infracçons das firmas filiais. Em todo o caso, todo indica que, mais umha vez, nem as instituiçons públicas encarregadas da fiscalizaçom em matéria de segurança, nem as respectivas empresas responsáveis renderám contas, como costuma acontecer, apesar dos altos índices de acidentalidade laboral na Galiza.

Porém, talvez seja ainda mais preocupante a falta de capacidade e iniciativa das forças sindicais para exigirem umha radical mudança na política de prevençom, que faga com que o nosso mercado laboral deixe de ser um dos mais perigosos da Uniom Europeia.

Ou será que uns e outros julgam que se trata de puro azar?

 

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