Primeira Linha saúda Seminário Guevarista Internacional da Argentina

6 de Junho de 2008

Reproduzimos a saudaçom enviada polo secretário-geral do nosso partido, Carlos Morais, em representaçom do Comité Central, em resposta ao convite realizado polos camaradas e as camaradas do Colectivo Amauta da Argentina para participarmos num Seminário Internacional dedicado ao estudo da figura do revolucionário Ernesto Che Guevara.

A traduçom para o espanhol da saudaçom foi já pendurada no web do Colectivo Amauta, podendo ser consultada aqui, e t oda a informaçom sobre o importante evento pode ser consultada aqui.

Saudaçons de Primeira Linha ao Seminário Guevarista Internacional

Embora fisicamente nom tenha sido possível a nossa participaçom no Seminário Guevarista Internacional, sim queremos agradecer o convite e manifestar publicamente a nossa adesom e apoio a esta importante iniciativa de resgate e recuperaçom da figura e da acçom teórica-prática do Che Guevara.Da Galiza, umha naçom da periferia do centro capitalista europeu oprimida por Espanha, queremos transmitir a nossa satisfaçom por este tam necessário e oportuno evento promovido polo movimento popular que questiona a manipulaçom e ilegitima apropriaçom do Che que o capitalismo e as diversas variantes do reformismo, social-democrata ou estalinista, levam realizando nas últimas quatro décadas.

É umha obrigaçom das e dos revolucionári@s, principalmente d@s comunistas, recuperar o seu genuíno e orginal conteúdo libertador e emancipador, como umha dos mais sobranceiras figuras do marxismo latino-americano da segunda metade do século XX.

A Galiza rebelde e combativa que luita contra o imperialismo espanhol –que leva mais cinco séculos a tentar a nossa definitiva assimilaçom e destruiçom como povo– a Naçom Galega que reclama o exercício do direito de autodeterminaçom, a que sabe que a construçom de um Estado próprio, de carácter operário, é a única via para a nossa emancipaçom como classe, povo e género, mas que também é a melhor e mais útil contribuiçom para enfraquecer o capitalismo e o imperialismo e ajudar à libertaçom dos povos, da classe trabalhadora e das mulheres, está hoje convosco na hora de continuar a avançar e procuraor os melhores caminhos nos objectivos da definitiva independência de América Latina e da construçom do Socialismo.

O internacionalismo é um um dos princípios imprescindíveis de qualquer projecto revolucionário. O Che sabia-o e praticou-no.

O avanço da luita dos povos em qualquer ponto do planeta, nas mais afastadas latitudes geográficas, nos mais diversos lugares, contribui sem dúvida para a emancipaçom d@s oprimid@s.

Assim o entendêrom muitos galegos e galegas emigradas à Argentina ou a outras partes dagrande pátria de Bolívar quando se incorporárom ‘com a adarga ao braço’ à luita dos países que @s acolhêrom.

No passado ano, coincidindo com com o Dia da Galiza Combatente que comemoramos cada 11 de Outubro, a nova esquerda independentista galega homenageou o Che no quarenta aniversário do seu assassinato, recuperando a entrega de centenas de compatriotas anónimos que nom duvidárom em combater a exploraçom capitalista e a carência de soberania na Argentina, no Uruguai, na Venezuela ou em Cuba, alguns mesmo incorporando-se nas organizaçons guerrilheiras do cone sul. Como afirmávamos nessa homenagem, alguns nomes estám gravados a lume na consciência colectiva: oferrolano António Souto, mítico líder da Patagónia rebelde; o corunhés Santiago Iglésias Pantim, destacado sindicalista e defensor dos direitos do Porto Rico; José Maria Monteiro, natural de Cambre impulsionador do sindicalismo argentino; Ramom Soares Picalho, promotor na Argentina do partido comunista; Adriam Troitinho, dirigente operário da Argentina nascido em Silheda; José Rego Lôpez, de Ortigueira, dirigente operário e fundador do Partido Comunista Cubano; Maria Araújo, de Carril, guerrilheira comunista na comarca de Vigo posteriormente incorporada em Cuba ao M-26 de Julho; Manuel Fandinho, de Lage, agitador libertário em sudamérica; José Fernández Vasques “Comandante Soutomaior”, assesor militar do MIR venezuelano, colaborador da Revoluçom Cubana e membro da Secretaria Permanente da Tricontinental apoiando a luita anti-imperialista no Vietname e Laos; Elsa Martínez Mesejo, activista dos Tupamaros uruguaios e posteriormente das Forças Armadas Peronistas, vítima do genocídio argentino em 1979; Maria Seoane Toimil, activista social nascida em Oleiros seqüestrada e “desaparecida” polos esquadrons da morte argentinos em 1977; Fernando Oyos “Comandante Carlos”, dirigente do Exécito Guerrilheiro dos Pobres da Guatemala; os irmaos Ameixeiras, os irmaos Trigo ou os irmaos Diaz, implicados na luita contra a ditadura de Batista em Cuba; Vítor Fernández Palmeiro, “Dedo” membro do ERP argentino.

Aguardamos grandes êxitos nos debates e nas resoluçons do Seminário Guevarista Internacional, confiando em que seja útil para avançar na reconstruçom e impulso do movimento revolucionário continental. A melhor homenagem que podemos fazer ao Che, a Raúl Reyes, a Ivan Rios, a Francisco Martins Rodrigues ou a Manuel Marulanda Vélez, é seguir desenvolvendo sem trégua e sem fórmulas dogmáticas a luita contra o Capital para fazermos a Revoluçom Socialista.

Da Galiza, um fortesaúdo comunista, independentista, internacionalista, antipatriarcal e revolucionário,

Até a vitória sempre!!

Antes mort@s que escrav@s!!

Comunismo ou caos!

Carlos Morais

Secretário-Geral de Primeira Linha

Galiza, 5 de Junho de 2008

 

 

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