Milhares de pessoas protestam em Arrasate contra a detençom política da presidenta da Cámara

3 de Maio de 2008

O Estado espanhol continua a dar mostras de escandalosas carências em matéria de direitos fundamentais. Foi novamente no País Basco e, também novamente, um clamor popular exigiu hoje nas ruas umha verdadeira democracia.

A instrumentalizaçom descarada da justiça por parte do poder político ficou mais umha vez a nu com a detençom de Ino Galparsoro, presidenta da Cámara Municipal de Arrasate. Umha detençom que responde à negativa de sucessivos plenos municipais bascos a aprovar umha moçom, sarcasticamente chamada "ética", proposta polo PSOE e o PNB para desfazer os governos de maioria independentista.

Milhares de vizinhos e vizinhas de Arrasate, concelho governado por Acçom Nacionalista Basca, saírom às ruas para reclamar a liberdade para a máxima representante institucional da Cámara Municipal, depois de que o tribunal de excepçom espanhol, a Audiência Nacional, decidisse detê-la de maneira arbitrária e conduzi-la a Madrid, acusando-a de "colaborar com a ETA".

A intensa manipulaçom informativa dos meios espanhóis nom consegue evitar que o povo basco continue a responder nas ruas aos ataques espanhóis. Porém, o PSOE continua a liderar na actualidade, com a colaboraçom do PNB, umha campanha de vinganças contra a esquerda abertzale, que tem como objectivo final a liquidaçom desse sector social basco.

Chama a atençom de qualquer democrata galego ou galega o silêncio cúmplice do BNG, que costuma ser o primeiro a manifestar-se contra outras manifestaçons de violência defensiva basca.

Os autonomistas galegos nom abrem a boca, nem que seja formalmente, contra o contínuo assédio contra cargos públicos democraticamente eleitos, ficando inclusive atrás do colaboracionista Governo autónomo basco, que sim denunciou a campanha de detençons políticas em curso.

 

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