Violência machista: sexta mulher assassinada na Galiza em 2007

16 de Dezembro de 2007

Umha mulher residente em Cambados converteu-se na sexta galega assassinada por motivaçons machistas em 2007, sendo o assassino membro de um dos corpos repressivos espanhóis instalados na Galiza: a Guarda Civil.

O assassino, de 34 anos, viu perfeitamente respeitado o seu direito à privacidade ao renunciarem os meios de comunicaçom a escrever o nome e os apelidos, que ficárom reduzidos a três iniciais. O tal J. M. S. disparou a sua arma na cabeça da ex-companheira sentimental, por volta das sete da manhá deste domingo, depois de que ela fosse ao quartel de Cambados apresentar umha denúncia por ameaças e assédio contra o membro da guarda civil.

Polos vistos, o assassino quijo impedir que a denúncia fosse apresentada, mas a firmeza da mulher fijo com que finalmente se figesse efectiva. Em resposta, o membro da 'benemérita' abandonou o seu posto de serviço e dirigiu-se à morada da denunciante, onde deu um tiro na testa à ex-mulher sem qualquer discussom ou comentário prévio.

Comunicado de NÓS-Unidade Popular

As autoridades começárom já a difundir laios e prantos vários que, como sempre, ficam na tona do grave problema social que sofrem as mulheres. Por sua vez, a formaçom independentista e socialista NÓS-UP emitiu um comunicado em que reclama que se aprofunde nas causas estruturais que fam com que muitos homens "cheguem a considerar as mulheres como parte da sua propriedade".

Além da visível falta de efectividade dos parches institucionais perante a violência generalizada contra as mulheres no nosso país, NÓS-UP fijo umha reflexom sobre o tratamento policial e penal a estes verdadeiros terroristas nos seguintes termos:

"Será submetido o terrorista machista a 72 horas de incomunicaçom? Negará-se-lhe a assistência jurídica durante todo esse tempo? Será enviado à Audiência Nacional, em Madrid? Sofrerá, quando for condenado, os rigores da dispersom penitenciária?

Certamente, nom. Os políticos e legisladores do Estado espanhol nom consideram que o assassinato de seis mulheres por parte dos seus companheiros e os maus tratos sofridos por muitas mais na Galiza durante este ano sejam motivos suficientes para um tratamento penal e penitenciário que, provavelmente, nengum detido ou detida mereça, mas que sim sofrem de maneira específica @s detid@s por motivaçons políticas."

Acrescentamos nós o diferente tratamento dado também polos meios de comunicaçom, que protegem a identidade dos assassinos machistas, enquanto difundem sistematicamente os nomes e os apelidos dos represaliados e represalidadas políticas, como pudemos ver nos últimos dias.

 

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