Estudantado universitário convoca manifestaçom contra Bolonha

29 de Novembro de 2007

A Assembleia Geral, que agrupa o estudantado universitário galego mais activo neste ano lectivo, convocou umha manifestaçom para o próximo dia 4 de Dezembro, na capital da Galiza, sob a legenda "Bolonha é a nossa ruína", dentro da dinámica estudantil contra a mercantilizaçom do ensino.

A manifestaçom, que partirá da compostelana praça do Pam ao meio-dia, é apoiada polos diferentes sectores envolvidos nos protestos contra as medidas neoliberais incluídas na conversom do sistema universitário aos critérios do chamado Espaço Europeu do Ensino Superior. O estudantado da esquerda independentista agrupado em AGIR já anunciou o seu apoio à mobilizaçom.

Segundo pode ler-se no seu blogue, a Assembleia Geral baseia o seu trabalho em torno da seguinte tabela reivindicativa:

"· Exigimos umha universidade pública, galega e de qualidade sem intromissom de capital privado, e a anulaçom dos convénios com empresas privadas existentes a dia de hoje.

· Garantir o sistema de bolsas públicas e a proibiçom de entidades públicas ou privadas que ofereçam créditos como alternativa de financiamento, no caminho de exigir um ensino gratuito e um sistema de ajudas que permita o acceso à universidade a toda a populaçom.

· Exigimos que a oferta académica nom se rija por critérios de inserçom laboral assim como por regras empresariais e de mercado, senom baseando-se nas necessidades da realidade social do País.

· Garantir um sistema de residências público suficiente para abranger as necessidades de todo o estudantado.

· Eliminaçom dos "numeros clausus" (limite do número de alun@s).

· O sistema de créditos deve permitir a nom dedicaçom exclusiva aos estudos.

· Nom aos créditos ECTS e à jornada estudantil de 8 horas.

· Implementaçom de um sistema universitário em galego e pôr em funcionamento os mecanismos necessários para que a gente de fora poda aprendê-lo.

· Nom à implementaçom da Pós-graduaçom Docente, mantendo-se o CAP.

· Reconhecimento oficial da assembleia como órgao próprio de decisom do estudantado.

· Nom ao volcado obrigatório. Oferecer os mecanismos necessários para que nengumha pessoa aluna seja prejudicada por se manter no antigo plano (perda de créditos, etc.)

· Incompatibilidade da docência no ensino público e privado.

· Criaçom de um sistema de créditos de livre configuraçom com horários mais flexíveis.

· Mudança na gestom económica do sistema de prácticas, é dizer, que sejam remuneradas e que nom haja que pagar para acceder a elas, com umhas condiçons laborais dignas.

· Incremento das vagas de investigaçom reguladas por contrato laboral digno, em vez do actual regido polas bolsas."

 

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