Milhares de pessoas respondem à convocatória da Mesa para "vivermos em galego"

19 de Maio de 2008

Vários milhares de galegos e galegas respondêrom à convocatória promovida pola entidade normalizadora ligada ao BNG, após umha intensa campanha de várias semanas em defesa do "direito a vivermos em galego". Sem atingir a participaçom dos Dias da Pátria do BNG, a importante presença mediática e o apoio dessa força confirmam a Mesa como principal referente mobilizador para os sectores sociais favoráveis à normalizaçom do galego.

Além do claro protagonismo do BNG na composiçom da manifestaçom, outros sectores do nacionalismo e parte do independentismo aderírom também à convocatória, que respondeu à linha táctica do nacionalismo institucional na matéria: integrar o governo bilingüista da Junta e, em simultáneo, encenar umha posiçom crítica com o sócio maioritário (o PSOE).

À margem da convocatória ficárom parte dos colectivos reintegracionistas que mais trabalham polo idioma ao longo do ano e a corrente independentista ligada a NÓS-Unidade Popular, que nos últimos dias reclamou umha convocatória desligada das siglas governantes.

De resto, a falta de coordenaçom a nível nacional dos colectivos mais activos no trabalho normalizador de base tem impedido até hoje abrir umha nova frente de mobilizaçom que ultrapasse os estreitos objectivos da corrente autonomista do nosso nacionalismo. Isto, junto à negativa do BNG a assumir responsabilidades de governo em matéria de língua, permite à Mesa aglutinar o significativo descontentamento popular perante o visível esmorecimento dos usos sociais do nosso idioma.

Com efeito, enquanto outras frentes de oposiçom popular fôrom perdidas pola direcçom política do BNG, o facto de ficar formalmente à margem da política lingüística no bipartido permite aos sócios do PSOE manter um pé em Sam Caetano e outro na rua, sem que por enquanto tenha isso servido para mudar a política lingüística legada polo PP.

A espanholizaçom continua em todos os campos, incluído o institucional, enquanto parte dos responsáveis por essa política assumem o protagonismo "opositor" frente a umhas políticas que eles mesmos praticam. Paradoxalmente, a manifestaçom de ontem na capital da Galiza pode mostrar mais a fraqueza do que a fortaleza do nosso movimento normalizador.

 

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