Ricos nom gostam das reformas do governo boliviano

30 de Novembro de 2007

A polarizaçom social continua em alta na Bolívia, onde o Movimento ao Socialismo (MAS) aprovou umha reforma constitucional de carácter progressista e que provocou a revolta da minoria rica em regions como Santa Cruz.

A reforma, que será levada a referendo popular, recolhe velhas reivindicaçons populares como a nacionalizaçom dos hidrocarburos ou a declaraçom da água, a energia, a luz e a comunicaçom como 'direito humano' que nom pode ser objecto de negócio privado, e sim tratado como serviço público. Também o reconhecimento dos povos originários ou indígenas dá passos em frente no novo texto constitucional.

A oligarquia crioula rejeita violentamente o projecto da maioria parlamentar e leva semanas agitando os sectores sociais afins para rebentar as expectativas de mudança real na Bolívia, incluindo contrapropostas como a transferência da capital do país de La Paz, donde o movimento revolucionário é mais forte, para Sucre, base de operaçons oligárquica.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou que os sectores da ultradireita, os conservadores e neoliberales se oporám sempre às mudanças, mas o apoio popular e indígena garantirá que levam avante.

Hipocrisia mediática

Temos mais umha vez que denunciar o farisaísmo dos meios de comunicaçom internacionais, nomeadamente os espanhóis, que encorajam a violência oligárquica e atacam as medidas democráticas de justiça social do presidente com maior legitimidade da história da Bolívia, enquanto criminalizam as manifestaçons antifascistas em território europeu, igualando-as com as agressons fascistas.

É cada vez mais necessário manter um filtro de segurança frente às mentiras e manipulaçons mediáticas e apoiar sem reservas os povos que luitam por mudar as terríveis desigualdades e injustiças capitalistas.

 

Voltar à página principal