Violência machista continua: primeira vítima mortal galega do ano

1 de Fevereiro de 2008

Ninguém esperava algo diferente neste início de ano. Nom tenhem sido tomadas medidas para a transformaçom estrutural do submetimento social das mulheres, e daí que continuem a morrer, vítimas da violência machista. Desta vez foi umha vizinha de Cangas, que morreu esganada polo seu companheiro.

Sendo a primeira falecida, nom foi a primeira agredida em 2008. Nos útimos dias tem havido agressons na maioria das principais cidades galegas, como preámbulo deste assassinato, que voltará a provocar palavras vazias dos representantes institucionais, responsáveis pola desprotecçom desta vítima e das restantes, das mortas e das sobreviventes que continuam a viver com medo.

Reacçom de NÓS-Unidade Popular

A formaçom independentista emitiu um comunicado a lembrar as propostas que fijo coincidindo com o início da actual legislatura autonómica, dirigidas ao PSOE e ao BNG, que até hoje nom respondêrom.

Reconhecendo que é umha luita de toda a sociedade, NÓS-UP considera que o governo autónomo sim poderia tomar algumhas medidas que permitissem mudar as cousas a sério. Eis as propostas dirigidas por NÓS-Unidade Popular ao governo presidido por Emilio Peres Tourinho:

· Criaçom dumha rede de andares gratuitos para as mulheres vítimas da violência machista e também para as suas filhas ou filhos (se tiverem).

· Serviço de emergência as 24 horas a disposiçom das mulheres que sofrem maus tratos.

· Aumento da aplicaçom de medidas preventivas como o "afastamento", recolhidas na Lei de Ajuizamento Criminal e no Código Penal.

· Aplicaçom da Lei de protecçom de testemunhas às mulheres ameaçadas.

· Criaçom em todos os julgados do turno de ofício específico para mulheres.

· Políticas laborais que garantam o acesso ao mercado laboral das mulheres agredidas, garantindo a sua independência económica.

NÓS-Unidade Popular fai também um apelo a todas as mulheres galegas para assistirem a todas as convocatórias que tenham lugar com motivo desta nova agressom machista. Pode ler-se o comunicado completo aqui.

 

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