Apresentada plataforma contra a Cidade da Cultura

30 de Agosto de 2007

A plataforma Cultura Sim, Mausoleu Nom, foi apresentada publicamente na capital da Galiza. A iniciativa parte de diferentes sectores ligados ao sindicalismo nacional, à esquerda independentista e outras pessoas significadas pola sua oposiçom ao projecto lançado em 1999 polo PP e continuado a partir de 2005 polo novo Governo bipartido formado polo PSOE e o BNG.

Entre as pessoas assinantes do manifesto da nova plataforma, acham-se representantes e militantes do independentismo, como o porta-voz de NÓS-Unidade Popular, Maurício Castro, ou o secretário geral do nosso partido, Carlos Morais. Também sindicalistas da CIG e activistas de diferentes movimentos sociais que coincidem na reclamaçom de que o projecto da Cidade da Cultura seja “eliminado” e na reivindicaçom de que as obras sejam reconvertidas em “instalaçons úteis para a sociedade galega”.

A Plataforma, cujo porta-voz é Xoán Carlos Ansia, pede também a anulaçom dos orçamentos destinados ao projecto pola Junta da Galiza, e que sejam exigidas responsabilidades penais aos responsáveis políticos de semelhante manobra financeiro-especulativa.

Umha velha luita da esquerda independentista

A esquerda independentista galega significou-se, desde a mesma apresentaçom do projecto do monte Gaiás por parte do PP de Manuel Fraga, pola sua frontal e quase solitária oposiçom activa. Lembremos que a organizaçom compostelana que antecedeu a NÓS-Unidade Popular, a Assembleia Popular de Compostela (APC), realizou durante os anos 2000 e 2001 umha intensa campanha contra a Cidade da Cultura, incluindo a publicaçom de um manifesto assinado por pessoas conhecidas da comarca e do resto do País, palestras públicas explicativas do que o projecto iria supor e umha concentraçom no dia 15 de Fevereiro de 2001 no mesmo monte Gaiás.

No seguinte ano, NÓS-Unidade Popular deu continuidade a esse trabalho de oposiçom, quando os três partidos institucionais da capital concordavam na defesa do projecto de mausoleu fraguiano. Coincidindo com a crise do Prestige, NÓS-UP exigiu com várias mobilizaçons a suspensom da Cidade da Cultura e que o dinheiro previsto para esse projecto fosse destinado a compensar os sectores atingidos polo derrame de fuelóleo.

O mesmo labor continuou com força no ano 2003, com actos de protesto como o corte de tránsito de 2003 em frente da sede da Cidade da Cultura, no compostelano Hospital de Sam Roque. O boicote mediático à actividade opositora de NÓS-UP foi total.

A derrota do PP nas eleiçons de 2005 levou NÓS-UP a reclamar a paralisaçom das obras e o fim do projecto de Gaiás, enquanto o PSOE e o BNG compostelanos reclamavam o contrário.

NÓS-UP publicou no mês de Setembro desse ano a sua “Tabela reivindicativa de mínimos parao novo governo autonómico”, em que se incluía um pedido concreto ao novo executivo: “a paralisaçom imediata das obras da Cidade da Cultura, abrindo um processo de consultas e diálogo com o conjunto do associativismo e agentes da cultura galega, para decidir que fazer com o megalómano projecto do fraguismo”.

Também a auditoria das contas do fraguismo e a actuaçom penal contra o nepotismo e a corrupçom do PP foi reivindicada desde o primeiro dia da actual legislatura pola esquerda independentistas, sem que nengum outro sector político aderisse a tam elementar exigência.

A luita contra o mausoleu reactiva-se

Por isso é umha boa notícia que a oposiçom ao mausoleu fraguiano ganhe novos fôlegos. E por isso a esquerda independentista alinhou imediatamente com as iniciativas da CIG e participou na constituiçom da plataforma Cultura Sim, Mausoleu Nom.

Porque as únicas luitas que se perdem som as que se abandonam, a luita contra a Cidade da Cultura deve continuar.

 

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