Dirigentes da CIG marcam distáncias com o BNG em Trasancos

X. A. Lopes Pintos, secretário comarcal da CIG em Trasancos, abandonou o BNG após décadas de militáncia, sublinhando o "abandono da ideologia" originária do BNG e reivindicando a "independência sindical"

22 de Julho de 2007

A saída do BNG de três membros da Executiva Comarcal da CIG em Trasancos foi umha das notícias políticas mais salientáveis da última semana. A existência de um sector maioritário da central oposto a que a UPG continuasse a dirigir e manipular na sombra o trabalho sindical deu lugar à derrota do candidato desse partido na última assembleia comarcal. Umha derrota agora aprofundada com o passo à frente do secretário comarcal, X. A. Lopes Pintos, e de outros dous companheiros da Executiva, que contestam a hostilidade e direitizaçom do BNG abandonando a militáncia nessa organizaçom, que acusam de ter degenerado até se converter num "circuito de carreiras para a adjudicaçom de postos nas instituiçons".

A UPG é hoje minoritária na CIG de Trasancos, após ter sido derrotado o seu candidato, Emílio Cagiao, em Novembro de 2005, o que nom impediu que o partido hegemónico no BNG manobrasse desde aquela contra a nova maioria sindical nessa comarca, com todo o tipo de ataques contra o novo secretário comarcal.

O sector encabeçado por X. A. Lopes Pintos, caracterizado polo seu pluralismo, apresentou-se ao referido processo assemblear com a abertura a todos os sectores da central como elemento central, junto à autonomia do BNG que, até esse momento, marcava a linha do sindicato.

Entre as correntes de apoio à actual executiva em Trasancos acha-se a esquerda independentista, que nos últimos tempos tem contribuído para o avanço das posiçons sindicais enfrentadas ao controleirismo da UPG e comprometidas com o protagonismo das bases na luita organizada da classe trabalhadora galega.

 

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