PSOE e PP reafirmam compromisso com o espanhol na Galiza
8 de Abril de 2008
Com diferentes nuances, o líder do PP na província da Corunha e o presidente da Junta coincidírom nos últimos dias em manifestaçons que negam qualquer discriminaçom contra o galego na Galiza.
Juan Juncal, que foi presidente da Cámara Municipal de Ferrol durante duas legislaturas, afirmou que o espanhol está em perigo perante umha suposta "imposiçom" do galego, reivindicando a sua condiçom de galego 'à espanhola', alheio por completo a qualquer conhecimento ou uso do idioma histórico da nossa naçom.
O que considerou um excesso de 'oportunidades' para o galego poderá trazer problemas ao espanhol na Galiza, segundo Juncal, que nom explicou porque durante a etapa de governo que protagonizou à frente do PP em Ferrol nom intervéu nunca em galego nem cumpriu os preceitos aprovados na normativa municipal em relaçom à língua, que remonta a 1997.
Tourinho nega o conflito
Também o presidente da Junta, Emilio Peres Tourinho, considerou que o galego nom está em conflito com o espanhol. Ao invés, defendeu umha política lingüística "sem imposiçons de nengum tipo e com o máximo respeito às opçons lingüísticas dos cidadaos". Assim, ocultando-se na suposta defesa dos direitos individuais, Tourinho garante que os mecanismos sociais continuarám na mesma, favorecendo claramente a imposiçom do espanhol, língua 'por defeito' das relaçons sociais estabelecidas com base na nossa dependência de Espanha.
Apesar de nom estar disposto a activar umha política de favorecimento efectivo dos usos da língua minorizada, o galego, Tourinho dixo confiar em que "no médio prezo" haverá umha "equiparaçom de oportunidades e presença social" entre as duas línguas. Nom sabemos é se confia num milagre ou normalizaçom 'espontánea', quando o uso do galego continua a ser umha barreira em ámbitos como o laboral, o judicial, comercial, etc.
Em definitivo, tanto o PP como o PSOE parecem dispostos a manter as cousas como estám, apoiando assim o esmorecimento do nosso idioma. Quanto ao BNG, parece ter mais em que pensar que na política lingüística, cada vez mais secundária na actuaçom dos regionalistas.