Presidente da Junta defende privilégios salariais para os altos cargos

31 de Agosto de 2007

O presidente da Junta da Galiza, Emilio Peres Tourinho (PSOE) defendeu ontem enfaticamente a nova Lei da Funçom Pública elaborada polo seu conselheiro Mendes Romeu e aprovada unanimente com o apoio do BNG e o Partido Popular, que torna vitalícios astrómicos sobressoldos anuais para os altos cargos adscritos à Administraçom pública.

A escandalosa atribuiçom de sobressoldos, contestada e denunciada pola CIG por responder ao mesmo "amiguismo, enchufismo e partidarismo" que o PP praticou durante as anteriores legislaturas, foi defendida por Tourinho com "argumentos" como que, na verdade, os funcionários públicos que fôrom altos cargos durante dous anos de maneira continuada ou três discontinuamente, já cobravam esses sobressoldos desde 1998.

Daí que o líder do PSOE galego e presidente da Junta explicasse que as críticas som devidas à "desinformaçom" que está a ser gerada, acrescentando que outras comunidades autónomas como a catalá, a estremenha, a andaluza ou a castelhano-leonesa já há tempo aplicam benefícios fiscais e salariais semelhantes aos seus altos cargos políticos.

Além do mais, Tourinho indicou que o sobrecusto para os orçamentos públicos será "limitado", em torno de 1.000.000 de € por ano. Faltou ao presidente autonómico explicar porque nom dedica esse "limitado" milhom de euros a fins sociais como, por exemplo, o combate contra a precariedade ou contra os acidentes laborais, que continuam in crescendo, entre outras razons, pola falta de recursos financeiros públicos na fiscalizaçom das máfias patronais.

Corrupçom intrínseca ao capitalismo

Os privilégios auto-outorgados polos representantes políticos dos três partidos parlamentares nom se limitam ao pessoal autonómico, estendendo-se à administraçom local e remontando no tempo até os cargos eleitos em 1982. A CIG voltou a definir a medida como própria de "regimes tiranos e feudais", mas a realidade é que nom é preciso remontar tanto na história. A arbitrariedade, o nepotismo e a corrupçom som sinais de identidade capitalistas.

De facto, esta nova mostra de consenso entre o PP, o PSOE e o BNG mostra-nos os limites do que chamam "democracia", onde a casta política, vendida aos interesses do grande capital, tem cada vez menos pudor na hora de se lucrar directamente da sua actividade à frente de umhas instituiçons contrárias ao verdadeiro exercício da democracia participativa protagonizada por um verdadeiro poder popular.

 

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